Polícia
Mais militares dep�em sobre mortes em Guaxuma
O inquérito policial que investiga a morte de cinco pessoas acusadas de integrar uma quadrilha de assaltantes num confronto com policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Guaxuma, já tem a versão dos militares sobre a ocorrência. Ontem, mais dois foram ouvidos e mantiveram a versão de que atacaram em revide a disparos. Com isso, seis militares foram ouvidos, até agora. Quatro deles na quinta-feira e dois na manhã de ontem. Conforme informações, outros dois também serão ouvidos, compondo o efetivo de duas guarnições. Quando chegaram para depor aos delegados Magaiver Luiz e Everton Gonçalves ? designados para as investigações ?, os militares estavam sem o uniforme usado durante as operações. Ninguém viu a chegada, nem a saída deles. Mas, os depoimentos ocorreram e foram confirmados pela assessoria de comunicação da Polícia Civil. Os delegados disseram que também que não sabem quantos militares serão encaminhados para ser ouvidos. A Gazeta apurou que eles não entraram em contradição. As mortes dos acusados tiveram duas formas de interpretação. Para uns, que se manifestaram em emissoras de rádio, a ação foi correta e necessária. A sociedade civil organizada foi contrária e defende a investigação. Quem confirma é o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Alagoas, Daniel Nunes. Por telefone, ele disse estar acompanhando a evolução dos fatos, a partir da imprensa. ?Sobre esse caso, o que sabemos é o que está sendo publicado. O que defendemos é a investigação e ela está sendo feita?, disse Daniel Nunes.