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ESCOLAS P�BLICAS DE MACEI� S�O TOMADAS PELA VIOL�NCIA

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Antes o livro e o caderno eram as armas usadas por crianças e adolescentes para exterminar o analfabetismo. Agora, revólveres de verdade, papelotes de maconha e pedras de crack viraram companheiros de muitos estudantes. Ao invés do ?presente? respondido durante as chamadas, muitos professores de Alagoas escutam ?vou te matar? nas salas de aula. São muitos os casos de ameaças a funcionários de escolas públicas no estado. Só este ano, o Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) registrou cerca de 80 denúncias dessa natureza. Até semana passada, somente 20 casos chegaram à Delegacia Especial da Criança e do Adolescente (Deca), que cobre a capital. A Polícia Militar (PM) revela que, pelo menos, 12 escolas públicas da Grande Maceió estão tomadas pelo tráfico e consumo de drogas. Por receio de sofrer represálias, professores, funcionários da vigilância, da portaria e diretores de unidades de ensino resolvem se calar ou, quando podem, solucionam o problema internamente. Procurar a polícia e registrar um Boletim de Ocorrência (BO) seria tomar uma atitude arriscada diante da capacidade dos traficantes e de alguns rebeldes em provocar violência. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal) diz que nem a entidade representativa é comunicada, em muitos casos, devido ao temor dos que foram ameaçados. A diretoria do Sinteal destaca que os professores de Alagoas estão com a vida em risco e que a insegurança nas salas de aula está fora de controle. Na semana que passou, duas ameaças a educadores tiveram consequências graves para a comunidade escolar. Estudantes menores de idade são suspeitos de amedrontar diretores e outros funcionários de colégios mostrando armas de fogo. O caso mais grave aconteceu na Escola Marizete Correia Nunes Bruno, no bairro da Serraria. A diretora Maria Catarina Medeiros teve tanto receio, após a porteira do colégio ser agredida, roubada e ameaçada, que suspendeu as aulas por mais de uma semana. A previsão é que somente amanhã a rotina volte ao normal, com o reforço das rondas pelo BPEsc.

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