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Escola reabre ap�s amea�as

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Um menino malcriado de 13 anos deu a ordem para a escola fechar e conseguiu. Após uma semana sem aulas, professores, funcionários, pais e demais estudantes da Escola Municipal Marizete Correia, na Serraria, juntaram os cacos do que sobrou do medo e da humilhação para retornar às atividades. A Polícia Militar acionou uma viatura com quatro militares do Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) enviou um funcionário para ser o diretor de disciplina e porteiro da escola, que atende a menores de 6 a 13 anos. Mesmo assim, cerca de 20% dos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental não voltaram às salas, ontem pela manhã. A diretora da escola, Maria Catarina Medeiros, visivelmente tenta encontrar forças e disfarçar a aflição para convencer a comunidade escolar de que a situação está sob controle. Ela quase suplica às emissoras de TV que não mostrem a sua imagem e só decide conversar com jornalistas, a muito custo, sem se deixar fotografar. ?Após as reuniões com a Semed e a PM, melhorou 99%, a gente não está mais se sentindo sozinho?, dizia. O discurso está afinado, mas a expressão do rosto e as atitudes de Catarina deixam claro que uma nuvem de medo paira sobre a escola. Nenhum outro funcionário quis dar entrevista. A ordem para o fechamento aconteceu depois que esse aluno de 13 anos fez uma funcionária como refém, apontou-lhe uma arma e a levou para um lugar ermo, onde havia quatro suspeitos que o ajudaram a torturar, assaltar e ameaçar a vítima. Durante a sessão de espancamento, que teve puxões de cabelo, safanões e pancadas nas pernas e braços, o menino mandou avisar que, naquele dia, se não fechasse as portas, ia soltar bombas e dar tiros na escola.

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