Polícia
Homem � baleado durante a��o policial e popula��o se revolta
O porteiro Ricardo Alexandre dos Santos não conseguiu chegar ao local de trabalho, ontem, porque foi atingido com um tiro de pistola na cabeça. Dezenas de testemunhas afirmam que o disparo foi efetuado por um policial militar, durante uma operação no bairro da Pescaria. O povo se revoltou e interditou a rodovia AL-101 Norte para denunciar a ação da PM. A polícia encerrou a manifestação à base de bombas e balas de borracha. Houve reação dos manifestantes e o confronto deixou um saldo de três ônibus quebrados e um manifestante preso. A manhã começou sinistra em Pescaria. Três viaturas do Batalhão de Operações Especiais (BPE) ingressaram nas ruas estreitas da comunidade em busca de um suspeito de tráfico. Ricardo estava com o uniforme na bolsa a tiracolo e aguardava o coletivo das 6h, próximo ao terminal de ônibus, bem ao lado do Posto de Saúde, já sempre lotado neste horário. Muita gente viu e a notícia logo se espalhou: ?O policial veio e deu um tiro no trabalhador, pai de família, sem ele ter feito nada?. Todos na comunidade contam a mesma história, mas ninguém ousa se identificar. Segundo uma dona de casa, os policiais logo reconheceram que tinham atirado na pessoa errada. ?Teve um que disse: ?Eita, rapaz, é um pai de família, vamos levar logo para o hospital??, revela. A versão que os militares contaram ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) é bem diferente. ?A equipe da força-tática do BPE estava atrás de um traficante, ele saiu em fuga, atirando contra a polícia e um desses tiros atingiu este senhor de 40 anos. O indivíduo saiu pulando o muro usando uma tática deles, de colocar a arma por cima do muro e atirar para trás. Foi uma bala perdida?, resume o comandante de policiamento da capital, coronel Louvercy Monteiro.