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Delegado vai apurar morte de porteiro

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Os familiares serão as primeiras pessoas a serem ouvidas sobre morte de Ricardo Alexandre dos Santos, porteiro, 40 anos, atingido na cabeça durante tiroteio entre policiais militares e um traficante, no povoado de Pescaria, no Litoral Norte de Maceió. Ontem, ao confirmar a instauração do inquérito que vai apurar as circunstâncias em que o trabalhador foi baleado, o delegado Antônio Henrique, da Delegacia de Homicídios (DH), admitiu que pode convocar os militares envolvidos na ação, bem como as armas que usaram na caçada ao traficante. Além de convocar a oitiva dos familiares, o delegado vai solicitar laudos do Hospital Geral do Estado (HGE), onde Ricardo Alexandre foi atendido e morreu, na noite da sexta-feira (21), e do Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML/Maceió). ?Vamos solicitar exame de comparação balística?, disse Antônio Henrique. Para o comandante do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE), tenente-coronel Bispo Santos, o inquérito policial é necessário para demonstrar de quem foi a responsabilidade pela morte do trabalhador. ?Além do inquérito na Polícia Civil, a Polícia Militar instaurou sindicância sobre essa ocorrência lamentável?, disse o comandante, acrescentando que recebeu do oficial que comandou a operação em Pescaria a garantia de que os policiais atiraram para cima. O que houve, afirma o tenente-coronel, foi revide aos disparos que o traficante, identificado como Myke, fez contra os policiais que o perseguiam. Segundo relato do comandante, o serviço de inteligência do BPE vinha monitorando as ações criminosas de Myke, até que, naquela sexta-feira, chegou a informação de que ele estava em casa. ?Planejamos a ação para prendê-lo e seguimos para o local com três viaturas?, revela o coronel Bispo.

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