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Fam�lia de soldada questiona laudo

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A entrega do laudo sobre a exumação dos restos mortais da soldada Izabelle Pereira dos Santos, morta após ser alvejada com uma rajada de metralhadora dentro de uma viatura da Radiopatrulha, não encerrou a polêmica entorno do caso. Na manhã de hoje, o advogado Thiago Pinheiro, que representa a família, protocolará um requerimento pedindo abertura de inquérito, por parte do Ministério Público, para apurar um suposto crime de ?falsa perícia?. A decisão foi tomada pelos pais da militar, após terem acesso ao laudo oficial, fornecido pelo delegado Lucimério Campos. ?Decidimos em conjunto, porque o laudo, entre outras coisas, confirmou a existência dos projéteis no corpo. A questão é que, antes de ser exumado, o cadáver passou por uma cirurgia e, posteriormente, por uma perícia, até ser liberado para sepultamento?, disse Thiago Pinheiro. A ação, caso prospere, deverá envolver o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Instituto Médico Legal (IML), responsável pelo exame cadavérico. Ontem, por telefone, a diretora-geral do HGE, médica Verônica Omena, rebateu qualquer dúvida sobre os procedimentos adotados na unidade. ?É bom esclarecer que as balas não devem ser retiradas em caso de morte. Há situações, por exemplo, em que a bala permanece no corpo da pessoa, a fim de que não ocorram outras complicações. Mas isso é uma decisão tomada durante o procedimento cirúrgico?, explicou a diretora, isentando a responsabilidade da equipe. A reportagem também tentou ouvir a direção do Instituto de Perícias Forenses. Mas, por meio de sua assessoria, recebeu a informação de que o órgão só se manifestará se for provocado pelo MP.

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