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Testemunha contesta militares

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A declaração de uma testemunha ocular pode mudar o rumo das investigações sobre a morte da soldada Izabelle Pereira dos Santos. O fato novo surgiu durante a reprodução simulada sobre o caso, que ocorreu no final da manhã e toda a tarde de ontem, na Rua Fred Stone, localizada no bairro Sítio São Jorge, em Maceió. Um adolescente, que não quis revelar seu nome, contestou as informações prestadas pelos militares colegas de ofício da vítima. Ele contou que estava conversando na rua com uns amigos no dia em que ocorreu o fato e que ouviu os tiros e viu quando o condutor da viatura desceu do carro, abriu a porta e olhou para o lado em que Izabelle estava. Ao constatar que ela estava ferida, o policial teria voltando para o veículo e seguido o trajeto. Antes, porém, os menores teriam sido ameaçados pelos PMs, que chegaram a apontar uma arma em direção a eles, mandando que ficassem calados. ?Isso tudo é mentira. O motorista da RP tá fazendo tudo ?mentira? ali. No dia, eu estava com uns colegas perto da pista. Aí, na hora que ele fez a curva, aconteceu a rajada. O motorista saiu do carro, só ele desceu do carro, pra olhar o lado dela e ela tava cheia de tiro. A outra viatura passou ?pela gente? e ameaçou ?pra gente? ficara calado?, ressaltou o popular. O adolescente teve nome completo, filiação e endereço anotados a mando do delegado de Homicídios responsável pelo caso, Lucimério Campos. ?A informação sobre o adolescente só nos chegou agora?, afirmou, mas sem ratificar se os ?equívocos? relacionados ao andamento da reprodução serão ou não considerados oficialmente, por meio de depoimento a ser acrescido ao atual inquérito policial. Além da suposta testemunha ocular, dezenas de populares observavam as explicações dos três militares arrolados como testemunha do fato. Aos peritos, explicavam que o disparo da submetralhadora teria acontecido quando a viatura saía da Rua Fred Stone e tomaria o rumo da Avenida Josefa de Mello, no Sítio São Jorge.

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