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Delegado aponta diverg�ncias

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O delegado de Homicídios Lucimério Campos, que investiga a morte da soldada Izabelle Pereira dos Santos, disse que observou algumas divergências entre os depoimentos prestados pelos policiais militares da guarnição onde vítima estava e parte da reprodução simulada do caso, realizada anteontem pela Polícia Federal (PF). Campos revela que pequenas contradições já eram observadas no confronto das oitivas e que, na reconstituição, elas ficaram mais evidentes. No entanto, o delegado prefere não emitir juízo de valor antes que receba o laudo desta nova perícia, e ressalta que as provas são constituídas a partir de um conjunto de fatores. No caso das divergências entre os interrogatórios e a simulação, Campos avalia que o nível de estresse dos policiais deve ser levado em consideração. Segundo ele, à medida em que o tempo vai passando e o estado emocional melhora, detalhes do fato podem vir à tona e ser contados de formas diferentes. O próximo passo da investigação é ouvir o adolescente de 17 anos que roubou a cena, durante a reconstituição, ao declarar que a maneira como a reprodução estava sendo produzida era errada. Segundo ele, a rajada da submetralhadora aconteceu numa curva e, após os disparos, apenas o comandante da guarnição teria descido da viatura para observar o que tinha acontecido. O garoto denunciou, ainda, ter sido ameaçado por militares que estavam em outra guarnição. O delegado informou que qualificou o menor como testemunha e vai marcar o dia da oitiva, que deverá acontecer na presença de um responsável. Como o inquérito só vai ser relatado em 2015, Campos diz que, até lá, o depoimento vai acontecer, embora já adiante que a única novidade dita pelo adolescente, até agora, é a ameaça. ?Se ele reafirmar que foi ameaçado, vamos buscar esclarecimentos?, diz.

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