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Polícia

PRIS�ES E APREENS�ES N�O DET�M TR�FICO EM AL

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?A polícia apresenta suas armas: escudos transparentes, cassetetes, capacetes reluzentes e a determinação de manter tudo em seu lugar. O governo apresenta suas armas: discurso reticente, novidade inconsistente e a liberdade cai por terra aos pés de um filme de Godard?. Desde a gravação do clássico Selvagem, do Paralamas do Sucesso, há quase 30 anos, pouca coisa mudou na postura do governo, apesar do esforço de setores da polícia para se renovar, principalmente quando a estratégia envolve o combate ao tráfico de drogas. As armas apresentadas hoje são outras: serviço de inteligência, disque-denúncia, atuação integrada, videomonitoramento, investigação com policiais infiltrados, estatísticas, análise criminal e aspectos socioeconômicos. Não é só baixar o cassetete em viciado, torturar suspeito ou sair dando tiro por aí. A nova polícia mudou e apresenta os resultados. As empresas do tráfico que atuam em Alagoas tiveram um prejuízo de mais de R$ 9 milhões em apreensões realizadas este ano. Somente na última quinta-feira, a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) e a Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit) levaram mais de 900 quilos de droga para incinerar num forno da Usina Sumaúma, em Marechal Deodoro. Foram 858 kg de maconha, 24 de crack e 22 de cocaína apreendidos pelas polícias Militar e Civil nos últimos nove meses. Em menos de uma hora, os bravos policiais queimaram o equivalente a R$ 5,2 milhões de prejuízo para os famigerados traficantes. Somados aos 600 quilos apreendidos nos três primeiros meses do ano, chega-se a quase 1,5 tonelada de mercadorias entorpecentes retiradas de quadrilhas em 2014, um aumento de performance de 50% em relação a 1 tonelada recolhida em 2013. Pela dimensão financeira do prejuízo, pode-se ter uma ideia do volume de recursos e lucros rotineiros que o negócio criminoso das drogas movimenta, em detrimento das mortes e ?subvidas? que produz. Quanto mais a polícia trabalha, mais bandido aparece. O delegado titular da DRN, Gustavo Henrique, revela essa triste constatação. ?A quantidade de prisões e drogas apreendidas aumenta, mas isso só demonstra que o combate está intensificado, não significa que o tráfico diminuiu; na prática, só está aumentando?.

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