Polícia
MAIORIA DOS HOMIC�DIOS � DECORRENTE DAS DROGAS
As investigações apontam que cerca de 80% dos homicídios cometidos em Alagoas são decorrentes do tráfico de drogas. A análise dessa informação levou a direção da Polícia Civil a unificar os serviços de inteligência da DRN e da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o que deve acontecer a partir de janeiro. Esta semana, as duas equipes tiveram suas sedes transferidas para o Complexo de Delegacias Especializadas (Codes), na antiga sede do Já Mangabeiras, o que só reforça a estratégia de atuação integrada. O delegado Gustavo Henrique afirma que há uma grande expectativa de otimização de serviço das duas especializadas com esse trabalho conjunto e a aproximação física. ?Vai ser muito mais produtivo pela caracterização dos crimes?, observa. Para citar um exemplo, Gustavo lembra do trabalho integrado entre a DRN, a DHC e o Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE), da Polícia Militar, para esclarecer a chacina do Feitosa. ?Mataram as quatro vítimas porque o pessoal dessa família tinha delatado um traficante. A gente resolveu dois inquéritos de apreensão, e o doutor Lucimério (Campos, da Homicídios) esclareceu os quatro assassinatos?. A união de forças chega a setores estratégicos da Secretaria de Defesa Social (Seds), da Justiça, com a 17ª Vara especializada em crime organizado, e do Ministério Público, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc). Criado pela Seds para monitorar a explosão na taxa de homicídios do estado com os piores índices de violência do País, o Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) hoje já se debruça sobre os dados de crimes contra o patrimônio e de apreensões de drogas. Por um motivo simples: está tudo muito interligado. O chefe do Neac, Flávio Azevedo, informa que todas as grandes apreensões são mapeadas no sistema de georreferenciamento para análise e definição de estratégias. Quando a polícia tira muita droga de circulação em determinada área gera prejuízos que os criminosos devem querer compensar com outras ações, como assaltos, furtos, arrombamentos, além de criar um ambiente hostil. Uma grande apreensão pode gerar homicídios, por disputas de território, cobrança de dívidas, ajuste de contas, vinganças e por aí vai.