Polícia
Fam�lia Vergetti � inocentada de crime
Dezessete anos após o assassinato do comerciante José Severino Lopes da Silva, ocorrido em Maceió, os membros da família Vergetti e mais um policial militar, acusados do crime, foram inocentados. Por quatro votos a zero, os jurados decidiram absolver os réus do processo no júri popular, realizado ontem, no Fórum da capital, no Barro Duro. O Ministério Público Estadual (MPE) não vai recorrer da sentença, alegando ausência de provas, gerando a consequente fragilidade para elaborar a acusação. Foram julgados Maurício Jorge Góes Vergetti de Siqueira, George Vergetti de Siqueira Júnior, o Ju Vergetti, e o policial militar José Cláudio da Silva Pereira. Ainda era réu no processo George Vergetti de Siqueira, porém a defesa apresentou um atestado de saúde dele, o qual informa que o acusado tem mais de 80 anos e sofre as consequências de Mal de Alzheimer. Por isso, pedia a dispensa. Pela razão apresentada, o juiz John Silas, da 8ª Vara Criminal da Capital e presidente do Tribunal do Júri, acatou o pedido e liberou o réu. Outro policial civil, também acusado do crime, foi assassinado a tiros à porta de uma universidade particular situada no bairro do Farol, em Maceió. Ele era estudante de Direito. O inquérito policial, concluído em 1997, quando o homicídio aconteceu, apresentou inúmeras falhas, conforme aponta o promotor criminal Marcus Mousinho, que atuou no júri. Segundo ele, a única prova levantada durante a investigação foi a constatação de que a vítima teve um desentendimento com Líbia Vergetti, mãe de Ju Vergetti, quatro meses antes de o assassinato acontecer. O comerciante teria dado um tapa no rosto da mulher e, na ocasião, os parentes teriam jurado a vítima de morte. O crime seria uma vingança.