Polícia
Tr�fico de drogas motiva reincid�ncia
Faltam oportunidades, em Alagoas, para os ex-reeducandos. O secretário Carlos Luna explica que mais da metade da população carcerária do estado é composta por pessoas analfabetas ou analfabetas funcionais (sabem assinar pelo menos o nome). Sem atividades adequadas de ressocialização, os detentos voltam para casa sem qualquer perspectiva de inclusão social e ainda recebem o rótulo de ex-reeducando, o que termina, na opinião do gestor, gerando preconceito na sociedade e nas empresas que ofertam oportunidade de trabalho. ?Com formação baixa, o preso ingressa no sistema prisional, geralmente, com 18, 19 anos de idade, enfrenta superlotação e todas as dificuldades e limitações do atual sistema carcerário alagoano e, quando tem a oportunidade de sair da cadeia, volta para o mesmo lugar, sem qualquer esperança de futuro. Sem alternativas, eles voltam a praticar crimes e, consequentemente, são presos e retornam para as celas?, avalia. O secretário aponta o tráfico de drogas como sendo a principal causa de reincidência nos presídios brasileiros, sobretudo em Alagoas. A influência de traficantes dentro e fora das unidades prisionais acaba sendo, na opinião dele, decisiva para o aumento do número de reeducandos que voltam a cometer crimes. A inclinação para o roubo e o furto é outro fator forte para o crescimento. Mesmo assim, Luna enxerga uma luz no fim do túnel, ao lembrar da atividade que é exercida pelo Núcleo Ressocializador da Capital (NRC), um presídio adaptado para lidar com presos condenados e que se encaixam em parâmetros rígidos para inclusão social.