Polícia
Volta ao mercado de trabalho � um desafio
O Estado não tem qualquer projeto em execução para acompanhamento de ex-reeducandos. O juiz Braga Neto acredita que a maioria dos detentos quer ter uma vida normal e sair do mundo do crime, porém, a falta de oportunidades de emprego, renda, o ambiente inadequado e a falta de formação os levam para a delinquência. ?É preciso ter um acompanhamento pós-liberdade, por uma equipe multidisciplinar, com geração de empregos e a atenção do Estado para firmar parcerias e convênios com instituições públicas e privadas. Muitos ainda têm resistência a oferecer empregos a ex-presidiários. Porém, há alguns avanços, a exemplo de convênios com a Casal, Ufal, Correios, Polícia Militar e com empresas terceirizadas, que absorvem mão de obra carcerária?, diz. Luna lamenta a suspensão de um projeto desenvolvido pela Secretaria de Emprego e Renda, que capacitava ex-reeducandos e abria vagas no mercado de trabalho. O secretário revela que a inauguração de mais um presídio masculino, ano que vem, com capacidade para até mil presos, vai permitir transformar o Cyridião Durval em mais uma unidade ressocializadora para 300 vagas. Atualmente, 85 presos trabalham em 5 fábricas que ficam no entorno do sistema. Eles produzem colchões, vidros temperados, blocos e telhas.