Polícia
Casa de Cust�dia volta a registrar superlota��o
A Polícia Civil de Alagoas não consegue cumprir a determinação da Justiça por causa da superlotação da Casa de Custódia, no Jacintinho. Os pés e as mãos dos presos espremidos nas celas da cadeia são uma afronta direta à decisão da 16ª Vara da Fazenda Pública, que estabelece a lotação de até 50 presos no local, o que já é uma tolerância à capacidade máxima de 29 presos. Mesmo assim, ontem, o xadrez tinha 84 presos apertados em sete pequenas celas, sendo duas exclusivas para mulheres. O coordenador da Casa de Custódia, Alexandre Barbosa, informou que o sistema penitenciário havia liberado a transferência de 15 presos, mas a medida é considerada inútil. A saída desses quinze não deve adiantar de nada porque esse é o mesmo número de detentos que deve ser encaminhado da Central de Flagrantes, no Farol, de delegacias especializadas e do interior para a Custódia do Jacintinho. Há quase dois meses, a decisão judicial foi oficializada. Desde lá, nunca foi cumprida. A prisão está mantendo uma média acima de 80 presos, numa situação considerada de extremo stress, tanto para os presos como para a reduzida equipe de sete agentes por plantão na carceragem. O problema é consequência do caos da superlotação em todo o sistema carcerário do Estado. Os presídios superlotados não suportam receber mais presos da Custódia da Polícia Civil. É necessário aguardar o surgimento de vagas. Do mesmo modo, a Central de Flagrantes passa por situação semelhante, talvez até mais crítica. Por isso, uma decisão do juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, estabelece o máximo de 29 suspeitos presos na Central, uma decisão que regularmente é cumprida e termina por lotar a Custódia do Jacintinho.