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Denunciado “arrast�o” praticado por cheira-colas

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RÓDIO NOGUEIRA O empresário Artur Passos, mesmo correndo o risco de ser atacado por cheira-colas e meninos de rua denuncia que eles vêm realizando ?arrastões? no centro comercial de Maceió e por onde passam praticam roubos e assaltos. O grupo se reúne todo os dias na Praça dos Martírios hoje o maior o ponto de encontros de viciados e ladrões. ?É um absurdo o que está acontecendo. As ?galeras? iniciam o arrastão nos estabelecimentos comerciais e roubam o que encontram. Isto por que o policiamento é precário. Corro o risco de ter a minha loja novamente arrombada mas preciso fazer a denúncia -, relata o empresário Artur Passos. Ele explica que o grupo é composto por meninos na faixa etária entre 10 e 15 anos que, drogados, não têm medo de nada. Os grandes alvos são as lanchonete e roupas de tecidos. ?Eles ficam na porta das lanchonetes ameaçando invadir caso seu proprietário se recuse a atender o pedido. É gente atrevida que nada tem a perder. Quando deixam de receber alguma alimentação entram na lanchonete e roubam a comida. As polícias Civil e Militar precisam encontrar formas de pôr fim a esta imoralidade?, enfatiza o empresário . Furtos e arrombamentos Durante a noite, segundo o empresário, a situação se complica mais ainda, pois os viciados têm mais facilidade para praticar furtos e arrombamentos. Artur Passos lembra que quase todas as lojas da Rua do Comércio que compreende a área de acesso à Praça dos Martírios já foram arrombadas ou assaltadas pelos marginais. ?Não tenho procuração para falar pelos colegas empresários. No entanto, tenho conhecimento de que colega que teve prejuízo de até 5 mil reais e fechou seu estabelecimento. Os arrastões vêm ocorrendo e nós empresários estamos com nossos patrimônios sob ameaça?, relata Artur Passos, que já manteve vários contatos com os setores de segurança, mas nada foi feito ainda. Sobrado abandonado escondia assaltantes O sobrado de número 684 localizado na Rua do Comércio até bem pouco tempo era refúgio de assaltantes e viciados em drogas. Naquele local eram realizadas as reuniões que culminavam sempre em assaltos e ameaças de morte contra as pessoas. Era pelo sobrado que eles tinha acesso ao telhado e passavam para outros estabelecimentos. O dono decidiu lacrar suas janelas e portas com tijolos. O movimento acabou, mas deixou marcas violentas no bolso de vários empresários vítimas dos marginais. No trecho onde está o sobrado três lojas encerraram suas atividades por causa dos constantes arrombamentos registrados. Seus proprietários não foram localizados. Mas empresários ligados a eles disseram que o motivo real do fechamento foram os altos prejuízos causados pelos roubos dos mais diversos tipos de produtos. ?O fechamento não foi causado pela crise, que é nacional. As lojas iam bem. Mas não suportaram os prejuízos?, afirma um empresário que teme revelar o nome. Ação de marginais Ainda no mesmo trecho uma lanchonete foi fechada em conseqüência da ação dos marginais. Diariamente, dezenas de meninos de rua e cheira-colas invadiam o estabelecimento para exigir alimentação. Nos início o dono enfrentava os meninos e até chegou a agredir e ser agredido. Com o tempo entendeu que não valia a pena fazer tamanho esforço e acabou fechando sua lanchonete. Ele é um dos empresários que não podem contar com o serviço das polícias. Atualmente um prédio público federal abandonado na Rua Boa Vista, no centro de Maceió, está servindo de ponto de encontro de marginais que durante a noite saem para praticar arrombamentos e assaltos à mão armada. Diariamente, segundo boletim do Companhia de Policiamento da Capital, ocorrem cerca de dez assaltos nos pontos de coletivos. Os idosos são os mais visados quando saem dos bancos ou lojas comerciais. Os bandidos se reúnem para atacá-los. A polícia é acionada. Às vezes prende o acusado. Outras vezes sequer vai ao local fazer levantamento. Enquanto isto, cresce o número de menores no centro comercial de Maceió. A Delegacia de Menores, conforme policiais que ali trabalham, tem realizado operações com base nas denúncias que chegam àquela especializada. No entanto, os menores abusam do apoio que recebem do Estatuto do Menor e de entidades de direitos humanos. Alguns policiais civis respondem processo na Corregedoria Geral de Polícia acusados de tratar mal o menor no ato de sua prisão. ?Estes meninos drogados devem ser orientados por alguém que conhece o Estatuto do Menor e Adolescente, pois ameaçam denunciar ao juizado o policial que tentar capturá-los?, frisa um policial civil.

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