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Em 10 dias Alagoas registra 31 assassinatos

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RÓDIO NOGUEIRA Estatísticas do Instituto Médico Legal Estácio de Lima e de Arapiraca revelam que nos dez primeiros dias do ano 31 pessoas foram assassinadas em Alagoas. Destas, 23 foram executadas a tiros de pistola, revólver e espingarda calibre 12. As demais a golpes de faca, cacete e pedradas. A cidade de Arapiraca se destaca com 4 homicídios. União aparece com três execuções e Marechal Deodoro com dois crimes. Na capital alagoana, Jatiúca registra dois casos de assassinato. Segundo a estatística, há três homicídios por dia em Alagoas. A maioria dos criminosos não foi presa em flagrante e os crimes foram basicamente cometidos por vingança, segundo relato de cada caso contado pela polícia. No interior do Estado, muitos dos crimes foram praticados por trabalhadores rurais que portam facas na cintura como instrumento de trabalho. A polícia não costuma apreender por entender a necessidade do uso do objeto do homem do campo, que quando abordado implora para não ter sua arma apreendida e acaba convencendo o policial. No entanto, na esquina, às vezes, se envolve em homicídio, principalmente quando começa a ingerir bebida alcoólica nos barracões das fazendas e usinas. Em Maceió a natureza do crime se divide. A maioria, no entanto, foi cometida por vingança. Algumas pessoas reagiram a assalto e morreram. Os chamados acertos de contas estão presentes na estatística assustadora. Para alguns legistas do Estácio de Lima, para apenas 10 dias o número de assassinatos é considerado muito alto. Temendo represálias de seus chefes na Secretaria de Defesa Social, estas pessoas mantêm a identidade sob total sigilo. ?Não quero ter problemas?, relata o legista. Estatística Alguns dos homicídios foram registrados próximo a sedes de delegacias de polícia no interior do Estado. Em alguns casos os policiais nada puderam fazer. Tiveram de contar a velha história de que está faltando gasolina e que o número de policiais é insuficiente. Mas que o comando da Polícia Civil deve resolver a questão em poucos dias. Enquanto o tema violência é discutido pelos especialistas, a estatística tende a crescer mais ainda na opinião das pessoas. O crime de maior repercussão neste começo de ano bateu à porta de uma tradicional família alagoana. O empresário Nilton Lessa Dias, 38, foi abatido com cinco tiros de pistola calibre 380 por pistoleiros, no bairro de Jatiúca. O cunhado, Anizirlane Carvalho dos Santos, que estava na moto com o empresário, foi atingido por dois disparos e fugiu dos executores. A polícia investiga o caso, mas mantém em sigilo a linha de investigação, de acordo com o delegado, para não prejudicar o trabalho. A estatística também registra seqüestro seguido de morte no distrito de Ipioca. O caseiro Edson dos Santos, 18, foi seqüestrado na cidade de Paripueira por três elementos e assassinado com cinco tiros de pistola calibre 38. O cadáver foi ?desovado? no Sítio do Forte, em Ipioca. Apesar do esforço a polícia ainda não capturou os envolvidos no caso. Mas tem o nome de um dos seqüestradores e afirma que o homicídio teve motivação passional. Alagoas, efetivamente, precisa melhorar no quesito segurança pública. Algumas funerárias mantêm funcionários de plantão na Unidade de Emergência Armando Lages, para acompanhar o estado de saúde de quem ali chegada ferido à bala ou tiro. No Instituto Médico Legal Estácio de Lima alguns chegam a brigar pela venda do caixão. Eles alegam que a disputa faz parte do jogo e do ramo. ?Sei que é desumano o que eu vou afirmar. Meu ramo é funerária. Preciso vender caixão para ganhar minha comissão e manter a família. Sei que o número de pessoas mortas em 10 dias é alto. Mas o problema é da polícia, que precisa encontrar uma forma de reduzir a violência?, explica Manuel dos Santos, agente funerário. As vítimas da violência em Alagoas Nadilson Vicente da Silva, 27, José Marcos da Silva, 33, Márcio Gleide Barros Santos, 25, Helenildo Soares Silva, 26, José Vandércio Ribeiro, 16, Edson dos Santos, 17, José Gomes dos Santos, 20, Givanildo Barreto de Lima, 25, Edvaldo Alves de Souza, 21, José Claudenor dos Santos, 30, Audizio Vieira dos Santos, 25, Manoel José dos Santos, 40, Manoel Francisco de Oliveira, 62, Manuel José de Almeida, 26, Ivaldo Ferreira de Lima, 33, Manoel da Silva, 28, Luiz Carlos da Silva, 29, Aloísio Leobino da Paz, 33, Nilton Lessa Dias, 38, Claústio Ferreira da Silva, 30, Eufrásio Lourenço dos Santos, 30, Fábio Oliveira da Silva, 25, Luiz Xavier da Silva, 45, Newlton Batista Santos, 21, Francisco Alexandre Santos, 38, José Cícero dos Santos, 36, Francisco Gomes Santos, 29 e José Bernardino da Silva, 52.Se

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