Polícia
Comando da PM sai em defesa de militares
O inquérito concluído pela Polícia Civil e remetido à Justiça sobre o caso Davi da Silva dá algumas respostas ao que pode ter levado ao desaparecimento e assassinato do adolescente, em agosto do ano passado. O relatório final, preparado pela comissão de delegados responsáveis pela investigação, mostra que o menor foi torturado psicologicamente por militares da Radiopatrulha. A polícia descobriu que o garoto era gago, teve dificuldades para responder às perguntas e que um dos integrantes da guarnição chegou a ter um atrito com a vítima. Dois dos policiais indiciados respondem a outros processos por tortura e homicídio. O comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Paulo Domingos de Araújo Lima Júnior, saiu em defesa dos policiais envolvidos. Ele disse acreditar na inocência dos membros da tropa e avisou que a corporação vai viabilizar assistência jurídica para que os acusados se defendam na Justiça. Caso seja provada a participação deles no desaparecimento e na morte de Davi, o comandante defendeu que todos sejam punidos por tais atos. Os policiais Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, citados no inquérito, trabalham naquela região do Benedito Bentes com frequência e, no dia da abordagem, faziam rondas quando se depararam com Davi e outro menor de 16 anos. O primeiro tentou esconder a droga na boca, mas logo foi descoberto.