Polícia
Matador de arquiteto � condenado
Depois de três anos de espera, a sociedade julgou, ontem, o montador de móveis Luciano Hebert Ramalho dos Santos, que matou com 17 facadas o arquiteto André Lima Gonçalves Ferreira, 30 anos, no apartamento 107 do Motel Oásis, em Maceió, no bairro Santa Lúcia. Ele foi condenado pelo Tribunal do Júri a 23 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. A sentença saiu no final da noite, no Fórum de Maceió. A pena máxima havia sido pedida pelo Ministério Público, por entender que o réu cometeu um crime duplamente qualificado, ou seja, matou por motivo torpe e sem chances de defesa para a vítima, com quem teria combinado um programa. ?Não há nada que justifique a legítima defesa que ele (Luciano) tentou alegar. Ele se contradisse muito durante o momento que foi interrogado, desde o inquérito até o julgamento?, destacou o promotor José Antônio Malta Marques. Inicialmente, Luciano disse que matou André por uma suposta dívida de R$ 50. Ao longo da investigação o valor também poderia ter sido o valor combinado do programa que teria com a vítima, que era homossexual. Mas, ontem, essa versão foi desmentida pelo próprio Luciano, que ao mesmo tempo que negou ser ?garoto de programa?, não soube explicar porque identificou o telefone da vítima como ?motel 2?, em sua agenda telefônica. ?Esse negócio de dívida eu disse da boca para fora porque estava aperreado. Sobre ficar com ele não aconteceu. Por isso, quando ele tentou eu o esfaqueie?, disse Luciano. A acusação provou, ainda, que a vítima teria contato com ele há pelo menos um ano. O primeiro contato teria ocorrido durante uma partida de futebol, em Rio Largo. A partir daí, Luciano se contradisse várias vezes, ao confirmar que saía para beber com André, mas quando ele começou falar em relacionamento com homens queria dar um basta, e teria marcado o encontro para pôr fim. ?Saíamos para beber e brincar. Também nos falávamos na internet. Quando ele ficou com essas conversas de perguntar se já tinha saído com homens, eu sempre cortava. Ele teria ameaçado contar para todo mundo?, tentou se justificar Luciano.