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Bope e Tigre v�o �s ruas combater marginais

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A polícia alagoana está montando uma estratégia preventiva de combate à marginalidade e dois pontos são considerados prioritários: o aumento do policiamento em regiões de maior índice de ocorrências e o retorno dos grupos de operações especiais da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Bope e Tigre, que deixam os quartéis e voltam às ruas. O objetivo é uma ação enérgica de repressão aos assaltos, inclusive em áreas residenciais e no centro de Maceió. A nova cúpula da Defesa Social está preocupada com os assaltos a estabelecimentos, arrombamentos de residências e o constante roubo de celulares. Além do Bope, da Radiopatrulha e da Cavalaria, que vão policiar locais que apresentam altos índices de violência, o novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, informou que estará fechando o expediente administrativo da PM, para reforçar o policiamento ostensivo, por dois dias na semana, na capital e no interior do Estado. ?Queremos aumentar o índice de ostensividade da corporação, que é nossa missão constitucional?, afirmou. Segundo o coronel Edmilson, a partir de sábado, a PM inicia um trabalho na orla marítima de Maceió denominado de ?Operação Verão?, que visa inibir a ação de bandidos. Policiais da Radiopatrulha, do 1º Batalhão e do Batalhão de Trânsito pretendem dar maior tranqüilidade ao maceioense e aos visitantes. O novo diretor Central da Polícia Civil (PC), delegado Roberto Lisboa, anunciou que o Tigre ? o grupo de operações especiais da instituição ? já passou a trabalhar 24 horas, com equipes fortemente armadas, instaladas em setores específicos, que quando de um crime em andamento ou que tiver acabado de acontecer, possibilitam uma reação rápida. E ele quer mais policiamento ostensivo da PC. Os distritos devem voltar ao sistema de plantões, pois assim terão maior facilidade de combater o crime, além de aumentar o número de viaturas nos distritos, atendendo aos anseios da sociedade. Para tanto, está aguardando uma análise do governo, pois incide em mais despesas para a Secretaria de Defesa Social. Projetos PC O diretor Central de Polícia Civil, Roberto Lisboa, quer motivar os policiais civis, elevar sua auto-estima, melhorar suas condições de trabalho e equipamentos, além dos salários. Inclusive, o delegado revelou que manteve contato com o secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino, ?que tem se empenhado junto ao governo para encaminhar a proposta salarial dos policiais civis?. ?Fazer com que o policial saiba da sua importância para a sociedade, que muito espera dele. Precisamos despertar no policial a responsabilidade que ele tem com a sociedade; de estar pronto a agir quando solicitado e de procurar dar o atendimento ao cidadão?, continuou o delegado. Roberto Lisboa é um adepto da Polícia Cidadã e defende uma maior aproximação entre polícia e sociedade, ?interagindo com os líderes comunitários, no intuito de conhecer profundamente suas necessidades?. A partir de agora, Departamento de Polícia da Capital e Companhia de Polícia da Capital farão trabalhos integrados. ?Estratégias operacionais integradas, evitando desperdício de tempo e recursos, o que dará maior abrangência na atuação policial?, completou. Roberto Lisboa pretende reformular a estrutura interna da Polícia Civil, com critérios que valorizem a qualificação profissional, a disciplina e a hierarquia. Ele anunciou que o serviço Dique Denúncia da Polícia Civil pelo telefone 08002849398 precisa ser intensificado, pois por intermédio desse trabalho a Polícia Civil tem desenvolvido ações enérgicas, tanto preventivamente como na identificação, localização e prisão de marginais. ?Não é necessária a identificação do denunciante, nem mesmo o número do telefone. Seria uma contribuição da sociedade para que a polícia retire de circulação indivíduos que cometem os mais variados crimes?. O diretor Roberto Lisboa pretende reformular a estrutura interna da Polícia Civil, com critérios que valorizem a qualificação profissional, a disciplina e a hierarquia. Implantar uma operação semelhante a Oplit (que cobre o litoral) na orla lagunar, com policiais fortemente armados e interligados via rádio. Segundo o delegado, estão sendo concluídos os estudos para implantação da nova política de atuação na capital e no interior do Estado. Inclusive no combate a assaltos nas rodovias. Planejamento da PM O coronel Edmilson Cavalcante declarou que a Polícia Militar pretende dinamizar a atividade de inteligência da polícia de prevenção, hoje uma exigência da polícia moderna. ?É um trabalho que já vinha sendo realizado, com sucesso, pela corporação?, afirmou ele. O comandante da PM revelou que está em fase de planejamento a criação de um Batalhão de Eventos. ?Maceió cresceu e aumentou o policiamento normal e extra, que cobre eventos de todo tipo, como por exemplo do Maceió Fest, o que implica, atualmente, na diminuição das horas de folga do pessoal e aumento do estresse, com o deslocamento de efetivos para cobrir outras áreas, deixando sua comunidade à mercê dos marginais?, admitiu o coronel. O batalhão porém, terá outras missões quando não houver eventos. O novo comando da Polícia Militar planeja a elaboração de cursos de Polícia Comunitária, voltado para comandantes de batalhões, companhias e pelotões, capacitando oficiais para gerenciar a política de polícia comunitária, já implantada na corporação. Descentralizar as companhias dos batalhões também está merecendo um estudo do novo comandante. As companhias continuariam subordinadas, porém alocadas em suas áreas de atuação, interagindo com a comunidade a qual se destina. Também os pelotões poderão ser descentralizados em setores que os aproximem ainda mais da comunidade. ?Porém, colocar a polícia nas ruas é a meta maior da PM?, concluiu Edmilson Cavalcante.

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