Polícia
Advogado acusa PMs de viol�ncia
Uma abordagem policial durante blitz realizada no povoado Pé Leve, município de Limoeiro de Anadia, resultou em denúncia, na Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), por ação supostamente abusiva e violenta. O advogado Everton Thayrones de Almeida disse que foi algemado e teve o braço quebrado por policiais que participavam da operação militar, após se recursar a entregar as chaves do carro, que estava com o IPVA atrasado em dois dias. Na OAB, Thayrones contou que seguia de Arapiraca para Campo Alegre, quando foi parado na blitz. Ao ser constatada a irregularidade na documentação, ele foi informado que o veículo ficaria detido. Disse que não ofereceu resistência, deixou o veículo destravado, para que o guincho levasse, mas que se recusou a entregar a chave, alegando que a lei não o obriga a isso. Por esse motivo, segundo o advogado, os policiais do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) teriam gritado com ele e dado voz de prisão. Também teriam puxado seu braço de forma violenta, colocado algemas e o levado, na viatura, até a Unidade de Emergência, onde exames constataram a fratura. Ele contou, ainda, que os policiais tomaram o seu celular, não o deixaram ligar para ninguém e também não permitiram que alguém do hospital fizesse ligações. De acordo com o relato de Everton Thayrones, sua sorte foram alguns amigos que o encontraram na Unidade de Emergência e acionaram a OAB. VERSÃO ALTERADA O advogado, que compareceu à delegacia já acompanhado de um representante da Ordem, diz que houve alteração na versão da ocorrência registrada inicialmente. Segundo ele, primeiro foi feito um Boletim de Ocorrência dizendo que o advogado havia cometido desacato e desobediência. Depois, o registro foi refeito e alterado para desacato e resistência, para justificar o braço quebrado. Ele pagou fiança e foi liberado no mesmo dia (sábado à noite). Mas disse que pagou apenas para ir embora, e não por ter concordado.