Polícia
Testemunha contradiz vers�o oficial do caso
Uma testemunha, que estava dentro do bar onde o agente penitenciário Joab Nascimento de Araújo Júnior, de 30 anos, foi baleado e morto numa abordagem feita por militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), contesta a versão oficial, apresentada pela Polícia Militar (PM). Ela será ouvida no inquérito e relata que o agente não estava com a arma em punho no momento da revista e que o policial só atirou quando percebeu que a vítima tinha baixado uma das mãos, desobedecendo a ordem na abordagem. O relatório do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods) informa que Joab reagiu, sacando a arma (um revólver calibre 38 municiado) e apontado em direção aos policiais, que revidaram. O tiro atingiu a região do abdômen do agente. Ele foi socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), passou por um cirurgia, permaneceu na UTI e morreu às 5h40 de ontem. Equipes da Força Nacional instauram, hoje, o inquérito para apurar as circunstâncias do fato, ocorrido na tarde da última quarta-feira, no estabelecimento situado no centro de Maceió. A Corregedoria da Polícia Militar também começa a investigação preliminar sobre o caso hoje. No âmbito da Polícia Judiciária, os plantonistas da Delegacia de Homicídios de Maceió passaram o dia de ontem colhendo provas para fechar o relatório do flagrante e encaminhá-lo à Força Nacional. No dia do fato, os militares levaram o agente penitenciário Josiel Dias da Silva, 39, que estava com Joab, para o Complexo de Delegacias Especializadas (Code). Ele foi autuado em flagrante por não dispor do porte da pistola que carregava. O tenente-coronel Antônio Santos de Oliveira, corregedor da PM, explica que a investigação preliminar dura uma semana, em média. O relatório do oficial designado para apuração vai indicar se será necessário instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM), um Processo Disciplinar Ordinário (PDO) ou se o caso é arquivado.