Polícia
A��o de PMs ser� investigada
A Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) deve iniciar ainda hoje a investigação interna para averiguar, em até 20 dias, se houve ou não algum excesso por parte dos policiais militares acusados de reprimir injustificadamente alguns dos integrantes da Marcha da Maconha, evento que movimentou a orla da capital alagoana e resultou, domingo passado, na detenção de oito pessoas, todas liberadas algumas horas depois. ?Se, na conclusão do processo de investigação, ficar comprovado que os militares agiram com excesso, conforme veiculado pela imprensa, os acusados podem sofrer outras sanções administrativas. Tudo depende dos desdobramentos da investigação que começa amanhã (hoje), explicou à Gazeta de Alagoas o coronel Antônio Santos, corregedor da PM. ?Amanhã (hoje), a gente define o nome do militar encarregado da apuração?, afirmou coronel Antônio Santos, sem entrar no mérito da ação policial alvo de contestações. O condutor da investigação será divulgado no boletim interno da Polícia Militar de Alagoas. A terceira edição da marcha teria transcorrido sem maiores incidentes até a constatação, pelo secretário de Defesa Social e Ressocialização, Alfredo Gaspar de Mendonça, de que manifestantes estaria fumando maconha nas proximidades do posto 7, na Praia de Jatiúca. O secretário teria acionado o Comando do Policiamento da Capital (CPC) após ouvir queixas de transeuntes que estavam na região. Os militares dos Batalhões de Radiopatrulha (RP) e de Operações Policiais Especiais (Bope) dispersaram o grupo e detiveram, por desacato, os estudantes Felipe Oliveira e Lucas Almeida, o professor Wendel Fischer e Thati Nicácio. O advogado Jonas Cavalcante, que estaria em pleno exercício de sua atividade profissional, foi detido também.