Polícia
Camel� nega ter atirado em filha de magistrado
O camelô José Clovis Apolinário da Silva, 21, preso na Chã da Jaqueira pela Polícia Civil na noite da última quinta-feira ? acusado de ter participado do assalto que resultou em ferimento à bala da filha de um juiz de Direito, de 13 anos, no bairro do Farol ? foi apresentado, ontem, à imprensa, e disse que não teve nada a ver com o problema e que nem estava no Farol na hora em que a menina foi assaltada e baleada. Ele relatou que tomou conhecimento do caso apenas na manhã de sábado, quando se encontrou com Serginho, que é seu amigo. ?No sábado, encontrei o Serginho próximo à minha casa. Ele me disse que havia assaltado uma menina no Farol para roubar um celular. Depois, fiquei sabendo se tratar da filha de uma autoridade. Não comentei a minha conversa com ninguém, e estou preso?, explicou José Clovis Apolinário da Silva , que está preso na base do Tático Integrado de Grupos Especiais (Tigre), no bairro do Farol, à disposição da Justiça, apesar de negar qualquer envolvimento com o atentado praticado contra a menina. Serginho, apontado como o autor do tiro, está sendo procurado pela Polícia Civil ? sob o comando do delegado Antônio Monteiro, diretor do Departamento de Polícia da Capital (Depoc). A vítima, segundo informações, está sendo transferida para um hospital em Brasília. ?Chegamos ao José Clovis através de investigações. Ele, no depoimento, aponta o tal Serginho como o elemento que assaltou e disparou contra a estudante. Estamos procurando esta segunda pessoa a fim de que o caso seja efetivamente esclarecido?, relata o delegado Antônio Monteiro, que comanda diligências.