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Desmanche de carro roubado na mira da Pol�cia

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Quatro anos após a desarticulação de um grupo, que ficou conhecido como ?gangue fardada?, a polícia está às voltas com uma nova quadrilha especializada em desmanche de veículos roubados. Os indícios da existência do bando surgiram na semana passada, quando da denúncia do cidadão Antônio Carlos dos Santos, que informou ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) ter encontrado algumas partes do seu veículo Gol, cor marrom, placa MVA 1319/AL, dentro da oficina São Francisco de Assis, localizada na Rua Cabo Reis, 367, no Vergel do Lago. O automóvel tinha sido furtado da porta de sua residência no último dia 10 de janeiro. Nas investigações preliminares, desenvolvidas pelo sargento PM Cesário, do 1º Batalhão, foram recuperados a parte traseira completa, o pára-lama dianteiro, o capu e os dois pára-choques. Todo material suspeito foi encaminhado, juntamente com o proprietário da oficina, identificado como Sebastião Ronaldo, na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, que realiza investigações no sentido de descobrir outros integrantes da suposta quadrilha, bem como o local onde está acontecendo o desmanche dos carros roubados. Outro fato que demonstra a existência do novo bando é o número de veículos roubados em Maceió: seis em quinze dias, conforme dados fornecidos pelo Copom. Um dos veículos, Escort, pertencente a um policial civil. Este, porém, foi abandonado pelos ladrões. O diretor do Departamento de Polícia da Capital (Depoc), Antônio Monteiro de Souza Filho, determinou ao delegado de Roubos e Furtos de Veículos, Valdir Silva de Carvalho, que seja intensificado o trabalho de fiscalização aos ferros-velhos, inclusive os recentemente instalados em Maceió. O diretor quer que todos sejam fiscalizados e cadastrados pela DRFV. ?Já solicitei ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, maior apoio para realização deste trabalho e ele se mostrou sensível, reconhecendo algumas deficiências ora existentes na especializada?, destacou Monteiro. Oficinas mecânicas Também as oficinas de mecânica e lanternagem serão melhor observadas pelos policiais da Delegacia de Roubos e Furto de Veículos. ?Todo esse trabalho já existe, mas na atual administração pretendemos intensificar, visto que ficou a suspeita da existência de um desmanche de carros?, frisou ele. Ele não vê a necessidade de uma nova Força-Tarefa com envolvimento das polícias Civil, Militar e Federal, mas pretende reforçar alguns setores para inibir a ação de marginais. Antônio Monteiro declarou que, além da questão do roubo e desmanche de veículos, pretende também intensificar o combate à prostituição infantil e infanto-juvenil, através de estratégias que estão sendo montadas pelos delegados Angélico Farias de Melo, dos Crimes Conta Crianças, e Aureni Santos Moreno, da Infância e Adolescência, ambos ligados aos Conselhos Tutelares e ao Juizado da Infância. A idéia do delegado Antônio Monteiro é adotar o velho sistema de ?batidas? em boates, do tipo inferninho, e em casas de shows. A Delegacia de Repressão às Drogas terá reforçado o seu serviço de inteligência como forma de melhor reprimir o tráfico, principalmente de maconha, que vem se proliferando na periferia da capital. ?Acabei de me reunir com o delegado Tarcisio Vitorino que vai colocar em prática ações neste sentido. Reforçar a Operação Litorânia (Oplit), que terá ações também na orla lagunar, faz parte do projeto de combate à violência em Maceió, que está sendo desencadeada pela nova administração da Polícia Civil, através do Depoc. A Delegacia do Turista receberá incumbência de tratar questões ligadas ao tráfico e a prostituição do menor. ?A presença da polícia inibe a ação dos marginais. É esta a principal proposta, marcarmos presença cada vez mais incisiva?, concluiu. Força-Tarefa Em 1998, uma Força-Tarefa, incluindo até delegados e policiais federais, foi montada em Alagoas com o propósito de desbaratar uma ?gangue?, com ramificações em outros Estados do Nordeste, especializada em roubar carros para desmanche. Na oportunidade, foram presos donos de ferros-velhos, de oficinas mecânicas e policiais, entre eles, o então tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, acusados de roubar ou adquirir carros roubados com o objetivo de remontar carros batidos comprados numa seguradora do Recife. O oficial superior da PM alagoana negou qualquer participação no crime, mas acabou condenado a mais de 20 anos de prisão pelo juiz Helder Loureiro. No ano passado, um dos suspeitos de integrar a quadrilha, o comerciante Eufrásio Dantas, o ?Cutita?, alcançou sua liberdade definitiva, enquanto outros acusados tiveram uma liberação condicional, dois deles fugiram do Estado: o ex-tenente Ademar e o ex-major Adelmo, ambos irmãos do ex-tenente-coronel, que continua recolhido no Presídio Baldomero Cavalcante, em virtude de ter prisão preventiva decretada em outros processos na Justiça.

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