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Corpo de taxista � encontrado em matagal

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O corpo do taxista Antônio Miguel da Silva, 44, foi encontrado no último sábado, em um matagal na Fazenda São Gonçalo, na divisa dos municípios de Porto Calvo e Porto de Pedras, no litoral norte de Alagoas. Ele estava desaparecido desde a última terça-feira e, antes de ser morto, teve uma das mãos quase decepada. A polícia localizou o carro da vítima, uma Parati, placa MUW-1006/AL, cor branca, totalmente carbonizado, em um canavial, no município da Barra de Santo Antônio. O veículo estava com uma placa ?fria? (FUD-4854/AL). Familiares e polícia ficaram por mais de quatro dias realizando buscas em municípios de Alagoas e Pernambuco, na tentava de encontrar o corpo de Antônio Miguel, que foi sepultado no último domingo. A polícia está trabalhando com a hipótese de assalto para a morte de Antônio Miguel. Levantamentos dão conta de que, na última quinta-feira, às 21 horas, o carro teria sido usado em uma tentativa de assalto contra um caminhoneiro, em São Luiz do Quitunde. A família do taxista, por sua vez, acredita que ele tenha sido vítima de uma possível vingança. ?Isso foi coisa de gente profissional. Deve ter gente grande envolvida?, afirmou o filho de Antônio, Eduardo Gregório. Sindicato aponta falhas no sistema de segurança O presidente do Sindicato dos Taxistas de Alagoas, Ubiracy Correia, disse que a onda de assalto e morte significa falha no sistema de segurança do Estado. Ele lamenta que só após os últimos casos de violência contra taxista é que os policiais voltaram a fazer revista em todos os táxis, ao passar pelos PM Boxes. ?Se estivessem fazendo isso antes, os criminosos não teriam passado pelas barreiras, mas passaram sem problemas?. Ubiracy disse que também aconteceram três assaltos a taxistas, na madrugada de sábado, nas imediações do Benedito Bentes e próximo a Satuba. Com a morte de Antônio Miguel, o sindicato contabiliza 57 mortes e 90% dos corpos foram encontrados fora de Maceió.

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