Polícia
Crime causa revolta em povoado
A mãe de José Alexandre, Luciana da Silva, que trabalha como cozinheira, conta os últimos momentos que esteve com José Alexandre. ?Ele disse: ?Mãe, me dá dois reais!? Eu dei e ele foi pra venda comprar cigarro e não voltou para casa, ficou conversando na praça. De lá, foi pra um barzinho que ele sempre ia?, diz. ?[Ele] estava com o Alisson e a Glessinha. Isso foi na sexta-feira. No sábado, ela (Gleissinha) ligou. Deu só um toque. Eu retornei a ligação e, quando perguntei o que era, ela disse que não era nada. Que meu filho estava dormindo na casa do Cristiano. Quando deu seis e meia (18h30 do sábado), comecei a ficar desesperada. Comecei a orar?. As horas passaram e o desespero só aumentou. ?Eu não tinha mais dúvida. Dizia: ?mataram meu filho, mataram meu filho!? Dito e feito. Fui para Marechal dar parte na delegacia. No ônibus de volta pra casa, ligaram dizendo que tinham achado o corpo do meu filho dentro do guarda-roupa na casa do Cristiano. Fiquei tão desesperada que queria me matar. Passei mal e me levaram pra UPA (Unidade de Pronto Atendimento) lá de Marechal. Fiquei sem enxergar e minha pressão ficou muito alta. Gritava sem parar. Agora tudo o que quero é justiça?.