Polícia
Defesa alega insanidade mental de acusado
O promotor Marcos Aurélio Gomes Mousinho já contestou, nas alegações finais, a estratégia da defesa de solicitar avaliação da saúde mental de Leonardo Lourenço da Silva, de 31 anos, apontado como assassino da nutricionista Renata Almeida de Sá. Para Mousinho, que pediu a condenação do acusado pelo crime de homicídio qualificado, a solicitação deve ser rejeitada por não haver elementos indicando essa necessidade. O pedido da defesa, para que Leonardo Lourenço seja submetido a exames de sanidade mental, voltou a ser feito ontem, na audiência de instrução, realizada no Fórum de Maceió. A jovem Renata Sá foi barbaramente assassinada em julho do ano passado, depois de ter sido sequestrada pelo acusado. Caberá ao juiz John Silas, da 8ª Vara Criminal da Capital, analisar e decidir se aceita ou indefere a tática da defesa. ?Acredito que o pedido será rejeitado?, disse o promotor, para quem, diante da inexistência de elementos que comprovem essa necessidade, a estratégia não vai prosperar. Como argumento, ele lembrou que, depois do crime, o acusado cuidou de limpar as impressões digitais que deixara no veículo usado pela jovem nutricionista. ?É um assassino frio, que agiu consciente de todas as ações que praticou?, disse. Ele declarou acreditar que a decisão do juiz John Silas, tanto sobre o exame de sanidade mental quanto sobre a pronúncia, será anunciada no início da próxima semana. Se for pronunciado, Leonardo Lourenço será julgado pelo Tribunal do Júri da Capital, estando sujeito a pena de reclusão de 12 a 30 anos. O promotor lembrou que o acusado já cumpre condenação por crimes de latrocínio, roubo e tentativa de furto, com pena que chega a 50 anos de reclusão. Ele também é processado pelo estupro de uma professora em Maceió.