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Nº 5731
Polícia

Homem � morto ap�s esfaquear ex

Mais de 500 denúncias chegaram ao Ministério Público Estadual (MPE), este ano, a maior parte delas contra crimes de ameaça e lesão corporal leve. Os registros são encaminhadas à Promotoria de Violência Doméstica, que, nesse período, já requereu 80 medidas

Por | Edição do dia 01/09/2015 - Matéria atualizada em 01/09/2015 às 00h00

Mais de 500 denúncias chegaram ao Ministério Público Estadual (MPE), este ano, a maior parte delas contra crimes de ameaça e lesão corporal leve. Os registros são encaminhadas à Promotoria de Violência Doméstica, que, nesse período, já requereu 80 medidas protetivas em favor de mulheres agredidas por seus parceiros. Mesmo assim, a promotora Stela Valéria Cavalcante avalia que, completando nove anos de aplicação, a Lei Maria da Penha está ajudando a reduzir a violência contra a mulher também em Alagoas. Os casos continuam ocorrendo, admite ela, mas há redução, inclusive na reincidência. “Com a lei, na primeira agressão, a mulher já procura as autoridades”, disse a promotora, condenando o caso de violência registrado ontem, nas proximidades de um shopping center no Benedito Bentes. Nesse episódio, o homem identificado como Josenilson Nascimento dos Santos, de 30 anos, foi morto a golpes de faca e pedradas, por populares, depois de esfaquear a ex-esposa, Márcia de Lima Correia. Segundo o Boletim de Ocorrência 1438534, do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), da Secretaria de Segurança Pública (SSP), ferida no pescoço, Márcia foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE). Enquanto parte dos familiares da mulher agredida agia para socorrê-la, outra parte saiu em perseguição a Josenilson, que fugiu do local depois de agredir a ex-mulher. O homem foi alcançado e, em seguida, esfaqueado e apedrejado até a morte. “Uma morte inadmissível. O justiçamento é crime previsto em lei”, alertou a promotora Stela Valéria, lamentando os dois registros de violência. Para ela, é fato comprovado em pesquisas recentes que mais de 98% dos brasileiros conhecem a Lei Maria da Penha, mesmo de ouvir falar. Outro dado citado pela promotora é que 86% dos brasileiros acham que, após a lei, as vítimas passaram a denunciar mais os casos de violência.

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