Polícia
Bando falsificava visto de prefeito
O golpe envolve a venda de concessão de praças de táxis em Maceió, foi aplicado contra um número ainda inestimado de vítimas e resultou na prisão, ontem, de três pessoas, apresentadas à imprensa pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL). O agente penitenciário Marcos Antônio da Silva, 45; Irlane de Cássia da Silva Lins, 30; e Nicácia Silva Dias, 35, são apontados pela polícia no crime que vinha sendo praticado com alvarás da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e vários documentos, todos com assinatura falsificada do prefeito Rui Palmeira e do superintendente da SMTT, Tácio Melo da Silva. A fraude é tão grosseira que o sobrenome do prefeito aparece no alvará em letra minúscula. Os delegados Ronilson Medeiros, diretor-geral da Deic, e Manoel Acácio, do Núcleo de Inteligência da Divisão, informaram que outras pessoas estão sendo investigadas e podem ser presas a qualquer hora. Eles revelaram que não há, ainda, como calcular o valor exato alcançado com os golpes, mas afirmam que, somente com um deles, o prejuízo para a vítima foi de R$ 100 mil. Eles disseram também que as praças eram vendidas a preços de R$ 5 mil a R$ 30 mil. Normalmente, a concessão de uma praça de táxi gira em torno de R$ 70 mil a R$ 80 mil. Os delegados informaram também que entraram em contato com o prefeito Rui Palmeira, e ele informou que, desde que assumiu a Prefeitura de Maceió, nenhuma concessão de táxi foi liberada e confirmou a falsidade ideológica nas assinaturas dos alvarás que possuem carimbo da prefeitura e logomarca da SMTT.