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Luiz Pedro � condenado por crime

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Ao final de dois dias de intensos debates, o 2º Tribunal do Júri da capital condenou o ex-deputado e ex-vereador Luiz Pedro da Silva a 26 anos e cinco meses de prisão, em regime fechado, pela morte do servente Carlos Roberto Rocha Santos, crime praticado em 2004. Apesar da condenação, o ex-parlamentar continua em liberdade. É que sua defesa, que sustentou a tese de negativa de autoria, vai entrar com recurso de apelação no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) contra a sentença do júri popular. ?Eu poderia assinar agora o decreto de sua prisão. Mas, como não temos informação de que tenha agido para obstruir o trâmite processual, pode aguardar o julgamento do recurso, em liberdade?, afirmou o juiz John Silas da Silva, da 8ª Vara Criminal da Capital, que presidiu a sessão. Entretanto, o magistrado acrescentou que, surgindo fatos novos que modifiquem essa realidade, a prisão do ex-deputado poderá ser decretada. O advogado José Fragoso reagiu ao veredicto, reafirmando a decisão de recursar. Ele disse que respeita a decisão do Júri, mas que considerou a sentença equivocada. ?A pena aplicada também está equivocada?, disse o advogado. A condenação surpreendeu as dezenas de moradores dos conjuntos habitacionais construídos por Luiz Pedro na periferia de Maceió, que acompanharam os dois dias do julgamento. Mas, alertados pelo juiz John Silas, que disse ter solicitado reforço do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para o caso de haver excessos, ficaram quietos, murmurando baixinho que o ex-parlamentar fora injustiçado. Do outro lado do auditório, familiares de Carlos Roberto não contiveram a emoção, chegando a soluçar enquanto o magistrado lia a sentença. ?Nunca deixei de acreditar que esse momento chegaria, nunca perdi a fé nem na Justiça e nem na sociedade alagoana?, disse, com os olhos marejados, o aposentado Sebastião Rocha, pai da vítima. Ele lembrou que sua família luta há 11 anos para ver os assassinos de seu filho condenados pela Justiça.

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