Polícia
Opera��o desarticula quadrilha
A Polícia Civil e Militar prenderam, ontem, sete pessoas acusadas de tráfico de drogas, homicídios, assaltos cometidos na parte alta de Maceió e formação de quadrilha. O grupo foi apresentado durante entrevista coletiva concedida na manhã de ontem, na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), em Maceió. As polícias pedem a colaboração da população, por meio de denúncias ao telefone 181, para capturar outros dois envolvidos no bando e que até ontem seguiam foragidos. As detenções resultaram de mandados de busca e apreensão emitidos pela 15ª Vara Criminal. Como resultado foram presos Talvane Araújo da Silva Malaquias, 29 anos, que tinha contra ele mandado de prisão em aberto por homicídio; Josias Correia, 35 anos; Genilda Francisca da Silva, 43; Adriana da Silva, 27; Everton Santos Guimarães, 18; Sueli Santos Nascimento, 33. Esta última, segundo a polícia, também tinha mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Conforme o delegado Manoel Acácio Júnior, todas as prisões foram efetuadas no bairro Clima Bom, especificamente nos conjuntos residenciais Rosane Collor e Colibri. Apesar dos setes presos, todos em flagrante, segundo a polícia, a operação que envolveu dezenas de policiais civis e militares não conseguiu prender um homem identificado como Marcos Julião Gomes da Silva, 32 anos, acusado pela polícia como sendo o chefe da quadrilha, e ainda Arnaldo dos Santos, 33 anos, considerado o ?gerente? do bando. ?Arnaldo também é considerado braço armado da organização. Ele já responde a processo por homicídio?, disse o delegado. No momento em que realizavam a apresentação dos acusados à imprensa, os agentes ainda prenderam em flagrante Alexsandro dos Santos, 21 anos, que, segundo os policiais, vendia maconha em uma área do bairro de Bebedouro. Com ele, foram encontrados vários tabletes de maconha e crack, apresentados pelos policiais. ?São criminosos tirados de circulação da sociedade?, assegurou Gustavo Henrique, delegado de Repressão ao Narcotráfico. Ao ser apresentada como envolvida com a quadrilha, Adriana da Silva disse que nada tinha a ver com o tráfico e contou que dormia em casa com suas duas filhas, com idades de 4 e 9 anos, quando policiais encapuzados bateram e arrombaram a porta. Ela afirmou ainda que teve de ser levada até a casa da mãe e do padrasto, que seria usuário de drogas, e onde os policiais encontraram uma pequena quantia do entorpecente, que seria de uso dele. ?Eles já chegaram batendo no meu padrasto, e, quando foram bater na minha mãe, eu avancei em cima e fui agredida com vários tapas na cara, mesmo eu dizendo que estava grávida?, declarou. A operação contou com a participação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), 4º e 6º Batalhão de Polícia Militar, Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Deic, Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre), Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit) e Delegacia de Repressão ao Narcotráfico. PORTO CALVO A prisão de Talvanes Araújo da Silva Malaquias foi efetuada por guarnições da Radiopatrulha (RP) e do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM). Ele estava numa casa localizada no bairro Mangazala, em Porto Calvo. Com o acusado, os policiais aprenderam um revólver calibre 38, seis munições e uma pequena quantidade de drogas: maconha e uma substância que seria cocaína.