Polícia
Militar vai responder por morte
O cabo da Polícia Militar de Alagoas, Jaime José Nascimento Neto, identificado como J. Neto, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), teve as armas recolhidas, foi afastado das ruas e vai responder pela morte do agente penitenciário Joab Nascimento de Araújo Júnior, de 30 anos. A denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), acusando o militar por homicídio qualificado, foi aceita pelo juízo da 8ª Vara Criminal da capital, que determinou a remoção do cabo J. Neto para atividades administrativas até o julgamento do processo. O agente penitenciário foi baleado no dia 14 de maio último, durante uma abordagem da guarnição do Bope em que J. Neto estava, no interior do ?Bar da Flávia?, no Centro, em Maceió. Segundo o inquérito policial, elaborado pela Delegacia de Homicídios (DH), o militar ?disparou contra a vítima que se encontrava rendida com as mãos ao alto?. O agente morreu logo depois, no Hospital Geral do Estado (HGE). Segundo o inquérito, a guarnição da qual o acusado faz parte foi abordada por duas senhoras informando que acabavam de ter sido ameaçadas por dois homens. Os policiais então seguiram com elas em busca dos acusados. A guarnição identificou os dois homens apontados, ordenando que todos os presentes ao bar se rendessem e colocassem as mãos atrás da cabeça. Todos adotaram essa postura, exceto Joab Nascimento, que ?limitou-se a colocar as mãos ao alto?. Os militares insistiram na ordem para que ele também colocasse as mãos atrás da cabeça, mas ? conforme o inquérito policial ? a vítima se recusava, mantendo as mãos ao alto. A polícia concluiu que o acusado, ?sentindo-se desacatado com a negativa da vítima?, efetuou um disparo, que resultou na morte do agente penitenciário.