Polícia
Acusados de fraudes s�o presos
Um policial civil alagoano foi preso na manhã de ontem em Maceió, durante a execução da Operação Afronta, desencadeada pela Polícia Federal em cinco estados brasileiros. Os cumprimentos dos mandados de prisão, busca e apreensão aconteceram na capital, Maceió, e nas cidades de União dos Palmares e Marechal Deodoro. Outras cinco pessoas também foram detidas, entre eles dois ex-policiais civis, e todos são acusados de participar do esquema que fraudava concursos públicos para o judiciário federal. Além de Alagoas, a operação foi realizada também em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia. O agente Antônio Francisco da Silva Filho, que é lotado em Murici, é apontado nas investigações como o ?piloto? da quadrilha. Ele supostamente se passava por candidato ao concurso, fotografava as questões e em seguida saía do local de prova após o tempo mínimo de permanência e encaminhava as questões para um especialista, que respondia e repassava para os ?contratantes? por meio de ponto eletrônico. Representantes do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas estiveram na sede da PF, no bairro de Jaraguá, para prestar apoio. Já a assessoria da PC afirmou que o delegado-geral, Paulo Cerqueira, espera ser notificado oficialmente sobre o caso para se pronunciar. De acordo com o superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Bernardo Torres, a fraude foi descoberta na cidade de Sorocaba-SP, após a banca avaliadora identificar cinco provas com respostas discursivas idênticas. Durante os três meses de investigação, a PF identificou que o núcleo da quadrilha funcionava em Alagoas, onde a metade dos mandados foram cumpridos. Ao todo, 14 mandados de prisão temporária foram expedidos para os cinco estados, sendo 7 deles em Alagoas. ?A operação foi iniciada em Sorocaba, após detectarem semelhanças nas respostas de cinco candidatos. Com o aprofundar das investigações, foi detectado que o núcleo da quadrilha estava aqui em Alagoas e atuava no repasse das respostas das provas por meio de ponto eletrônico. Uma pessoa se passava por candidato, fotografava as questões e, em seguida, encaminhava para o líder, que respondia e repassava àqueles que pagaram pela fraude?, explicou Torres.