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Corpo de jovem � desenterrado e esquartejado

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Um crime como os descritos nos livros e filmes de ficção científica e terror abalou a pequena cidade de Joaquim Gomes, encravada na região da Zona da Mata alagoana, espalhando medo e insegurança na população. A vítima: o jovem Henrique Marcelino da Silva, 17 anos, conhecido como Saulo. Os suspeitos: grupos rivais apontados como comandantes do tráfico de drogas no município e em Maceió. O rapaz foi assassinado no domingo, 1º, no Conjunto Village Campestre, parte alta da capital alagoana, onde morava com a companheira e a filha de um ano e três meses. No mesmo dia, o pai do rapaz, o comerciante Cícero Marcelino da Silva, 53, levou o corpo do filho para ser sepultado em sua terra natal, Joaquim Gomes. O sepultamento ocorreu às 16 horas, e às 18 horas, seu Marcelino conta que recebeu a primeira ligação de um número confidencial. Do outro lado, a voz dizia que o corpo do jovem seria retirado da sepultura, esquartejado e as partes jogadas na cidade, inclusive na porta dos pais, na Rua Teófilo de Barros, número 17, no centro de Joaquim Gomes. ?Acordei abalado com a ligação. Eles me avisaram do que iriam fazer. Liguei três vezes pra polícia, para o GPM [Grupamento da Polícia Militar] avisando. Eles disseram que iam rodar [fazer ronda no cemitério], mas que não podiam ficar lá quando o cemitério fosse fechado?, contou. Entre as 22 horas e as 23 horas, o que era uma ameaça virou realidade. ?Eles tiraram o corpo do meu filho do túmulo, cortaram a perna, com o pé calçado numa meia, e jogaram na minha porta; jogaram o braço em outro canto, tiraram a roupa dele; estouraram a cabeça, arrancaram o braço?, disse seu Marcelino por telefone à Gazeta de Alagoas.

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