Polícia
Menino de 5 anos sobreviveu � barb�rie
Em Guaxuma, bairro onde a família de Esvaldo Silva foi assassinada, e no alto de Ipioca, onde os corpos foram sepultados em uma única cova, ontem à tarde, ninguém ficou imune à comoção diante do impacto do trágico acontecimento. Os quatro caixões, dois deles na cor branca, simbolizando a inocência das crianças vítimas da brutalidade dos assassinos, não couberam na capelinha do Cemitério Nossa Senhora do Ó, onde foi feito um rápido velório. Dentro e fora do cemitério, uma multidão acompanhou a despedida. A emoção e o sofrimento se revelavam em cada rosto. ?Nunca vi uma barbaridade dessa?, comenta Amaro Silva, com os olhos cheios de lágrimas. ?Esse caso abalou nossa comunidade, revoltou todos nós?, complementa o presidente da Associação dos Moradores de Guaxuma, Moab Araújo. ?Nada justifica uma coisa dessa. Se tinha motivo pra tanto ódio dos pais, deixassem as crianças. Sempre tem um coração bom para cuidar delas?, diz o pescador José Mosael. A mãe de Esvaldo, Maria José da Silva, estava desolada e só pedia justiça. Nem mesmo a foto do neto que sobreviveu à brutalidade a confortou. Ela perdeu o marido num acidente de carro, quando Esvaldo tinha apenas nove meses, e criou os filhos lavando roupas de famílias, fazendo bicos e contando com a ajuda dos vizinhos. A última vez que viu o filho foi na sexta-feira, quando ele foi à sua casa buscar água. ?Ele estava tão alegre por causa desse emprego?, disse ela.