loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Suspeito de chacina � preso

Ouvir
Compartilhar

A Polícia Civil prendeu um suspeito, deu detalhes sobre o envolvimento dele, mas despistou a imprensa, em entrevista coletiva, ontem à tarde, sobre o que teria provocado a chacina que dizimou quatro pessoas da mesma família, no domingo passado, em Guaxuma. Os delegados abriram uma exceção no sigilo e relataram como prenderam Charly dos Santos Muniz, de 25 anos, em Maragogi e como está fazendo para deter Crhys Maicon dos Santos Muniz, irmão de Charly, também apontado no crime. O motivo do massacre ainda é uma incógnita. Várias linhas de investigação estão sendo aprofundadas, e a mais forte continua sendo a de vingança. A forma cruel das execuções, a golpes de facão, leva a polícia a pensar que provavelmente os criminosos nutriam ódio pelas vítimas. O problema é que, para vingar, os bandidos devem ter um fato que motive. A polícia ainda não esclareceu isso. Os delegados de Homicídios José Carlos André dos Santos e Antônio Henrique Pinto de Farias alegam que têm informações seguras e fortes para acreditar nessa hipótese, mas não descartam as outras. Na coletiva, os delegados soltaram que o crime pode ter sido cometido pela negociação sem sucesso de uma motocicleta ou por complicações referentes ao tráfico de drogas. Por outro lado, garantiram que as vítimas eram consideradas pessoas de bem e que não há informações de que tinham envolvimento com o tráfico. ?Como ele (Charly) comanda o tráfico na região da Pescaria e como a polícia tem a noção de que o problema que originou é proveniente da área onde ele residia, já denota que o crime tenha sido cometido por elementos dessa estirpe?, citou o delegado Antônio Henrique. Ele acrescentou que o próprio acusado disse, informalmente, que conhecia Evaldo da Silva Santos, uma das vítimas da chacina, como uma pessoa que catava latinhas na região, porém nega que tenha participado da chacina. Outro fato curioso e que despertou a atenção da polícia, mesmo sem qualquer confirmação ainda, é que a família morta morava até 20 dias antes no bairro de Pescaria. A mudança para outra área pode ter gerado desconfiança nos traficantes, que exercem, de acordo com os delegados, grande influência na comunidade.

Relacionadas