Polícia
Bando cometia crimes por ordem de presidi�rios
A Polícia Civil prendeu, em Rio Largo e Anadia, Eraldo Clementino da Silva, sua esposa, Margarida dos Santos Silva, e o filho deles, Edson Carlos Clementino da Silva, além de Maria Daniela de Amorim. Eles são suspeitos de envolvimento com um grupo de cinco reeducandos acusados de tráfico de drogas e de armas, homicídios, venda e clonagem de veículos. Apresentados à imprensa ontem à tarde, todos juraram inocência. ?Não sei por que estou aqui. Sinceramente, não sei. Não tenho nada a ver com essa história?, defendeu-se Margarida. Ela é mãe da presidiária Érica Carla Santos da Silva, que mantém relacionamento amoroso com Cícero Ferreira da Silva, conhecido como ?Barão?, apontado pela polícia como líder da quadrilha de presidiários acusados de comandar diversos crimes entre Arapiraca e Anadia, região Agreste. ?Temos provas contundentes do envolvimento deles com o grupo de cinco reeducandos liderados pelo Barão?, sustentou o delegado Ronilson Medeiros, chefe da Divisão de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil. Esposa do presidiário Joaquim José de Vasconcelos, suposto amigo de ?Barão?, Maria Daniela foi presa em Rio Largo. Ela rechaçou a acusação policial. ?Falei uma vez com essa tal de Érica, lá no presídio, e informei sobre a localização de uma casa para aluguel. Só fui à delegacia uma vez, quando meu esposo foi preso. Os problemas não são meus. São dele. Sou inocente. Não sei por que fui presa, sinceramente?, defendeu-se. Maria, Margarida, Eraldo e Edson foram presos por determinação do Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital. São acusados de agir sob orientação dos presidiários Denilzo José de Melo, Neusvaldo José Júnior, Alysson Bruno Gomes de Lima, Joaquim José de Vasconcelos e Talisson Ferreira da Silva. Ontem à tarde, os cinco reeducandos foram apresentados à imprensa, após entrevista coletiva na Delegacia Geral da Polícia Civil, em Jacarecica. ?Nem de Anadia eu sou. Não faço a menor ideia de quem seja esse tal de Barão. Não sei quem é esse rapaz?, defendeu-se Talisson Ferreira. ?Fui preso uma vez. Fugi. Fui recapturado em 2014. Não faço parte de organização criminosa alguma?, afirmou Denilzo José de Melo.