Polícia
Bando atacava v�timas abastadas
Uma nova prática criminosa foi descoberta pela Polícia Civil de Alagoas. Os principais alvos eram médicos, juízes, procuradores, empresários, funcionários públicos de alto escalão e pessoas de elevado poder aquisitivo. O crime consistia em investigar a vida das vítimas e, de posse de dados financeiros, aplicar o golpe. Estima-se em mais de R$ 500 mil o prejuízo imposto às vítimas. O grupo é acusado de sequestros, invasão de residências, fazendo reféns, e de roubar o que encontrava pela frente. Mais ainda: pelo menos dois deles agiam dentro de agências bancárias e em caixas eletrônicos instalados dentro de repartições públicas, onde colhiam nas lixeiras, ou nos caixas eletrônicos, extratos rasgados ou amassados com informações de transações bancárias, com nome e dados pessoais das vítimas. De posse dos papéis, os acusados montavam uma espécie de quebra-cabeça, colavam um a um e chegavam a informações que os levavam a ter acesso às contas das vítimas. Ligavam para operadoras de cartões de crédito, compravam produtos caros e mandavam a conta para o endereço do dono do cartão, enquanto os produtos eram enviados para a casa dos acusados. A ousadia do bando não para por aí. Segundo o delegado da Divisão Antissequestro, Vinícius Martins Ferrari, para ampliar as informações sobre as vítimas, o bando ainda acessava o Portal da Transparência e o Diário Oficial, onde estão contidos dados pessoais de funcionários públicos ou comissionados. Segundo a polícia, o grupo levantava informações sobre a rotina e o poder aquisitivo das vítimas, e, daí, roubava, invadia residências e fazia reféns.