Polícia
Sargento nega ter praticado tortura contra agricultor
O sargento Flávio Farias Gomes, comandante do Grupamento de Polícia Militar de Alagoas (GPM), no município de Inhapi, foi interrogado ontem pela comissão de Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado pelo comando geral, para apurar denúncias de tortura que teria sido cometida sob seu comando, contra o agricultor José Manoel Pereira. O sargento negou ter cometido torturas contra o denunciante. Segundo José Manoel Pereira, preso sob acusação de ter matado a tiros de revólver Edval Ciríaco de Barros, 26, no município de Inhapi, o sargento e mais dois policiais praticaram sessões de torturas como colocar saco plástico na cabeça, bater nos dedos das mãos e aplicar chutes em várias partes do corpo. O sargento disse que no dia 30 de janeiro estava de plantão quando foi deslocado para investigar o crime cometido contra Edval Ciríaco de Barros, no Sítio Olho D?Água Seco, onde foi informado pelo trabalhador rural Manuel Antônio Pereira, 64, pai de José Manuel Pereira Rosa, que ele teria sido o autor do crime. Foi até sua residência e o prendeu. Segundo ele, já na cela, José Manuel Pereira Rosa começou a se jogar contra as paredes para provocar feridas e hematomas pelo corpo e responsabilizá-lo pela prática de torturas. Também ouvido no IMP, Manuel Antônio Pereira confessou que seu filho José Manuel Pereira Rosa matou a tiros de espingarda Edval Ciríaco Barros sem o menor motivo. ?Este meu filho é um rapaz violento que promete, inclusive, me matar com toda a família. O sargento cumpriu seu papel e eu não acredito que ele tenha torturado meu filho. Teresa Vaz da Silva, viúva de Edval Ciríaco, também foi ouvida no IPM e apontou o agricultor como o homem que matou seu marido. (RN)