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Pol�cia elucida chacina e suspeito � apresentado

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?Foi ele quem deu uma foiçada na minha cara... Ele matou minha mãe, o Gui, a Maria e me matou (sic)?. Foi com esta declaração que o pequeno A.S., de 5 anos, reconheceu o pescador Daniel Galdino Dias, de 31 anos, como o executor do crime que chocou Alagoas: a chacina de Guaxuma. Em entrevista coletiva, concedida na manhã de ontem, na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, a psicóloga Aline Damasceno descreveu todo o processo psicológico com a criança para elucidar o crime. Aline, acompanhada dos delegados José Carlos André dos Santos, coordenador de Delegacia de Homicídios, Antônio Henrique Pinto, que conduziram as investigações, fizeram um trabalho minucioso, até com a ajuda de fábulas, para esperar o momento certo de identificar o autor. Segundo a psicóloga, que integra a Delegacia da Criança e do Adolescente, foram seis momentos com o menor sobrevivente e, em todos eles, Daniel foi reconhecido. ?Foi um trabalho árduo, mas a polícia nos deu todo o aparato. Trabalhei a terapia cognitiva comportamental. O primeiro reconhecimento foi feito através de uma fotografia. Passei várias e ele pegou uma e disse: ?foi ele que deu uma foiçada na minha cara?. Em outros momentos, ele pegou duas fotos dele e amassou?, relatou. De acordo com a psicóloga, a criança repetiu a mesma história todas as vezes sem se contradizer. O garoto agradeceu pela prisão e, no reconhecimento pessoal, quando ele avistou Daniel, abraçou o delegado José Carlos, começou a chorar e o coração dele acelerou. ?A criança relatou que o pai saiu para trabalhar com um homem mal. O garoto disse: ?Ele [acusado] pegou a mainha, colocou uma corda, deu uma porrada e a gente correu e se escondeu. O Gui chorou. Quem me salvou foi a polícia??, disse Aline, acrescentando que a criança pensa que o pai está vivo porque não presenciou a morte.

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