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Pol�cia prende acusados de integrar a M�fia das Funer�rias

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Uma denúncia feita ao Ministério Público Estadual (MPE) e investigada pela Polícia Civil, por meio da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), revelou um esquema criminoso que funcionava há mais de 30 anos, desde que o Hospital Geral do Estado (HGE) era o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Cerca de 22 funerárias comandavam um cartel que induzia familiares de mortos a contratarem os serviços funerários de empresas que participavam da ação criminosa. Em depoimento, um dos suspeitos acusou um ex-vereador de Maceió, que não teve o nome revelado, de ser o intermediador do esquema. Os encontros para definir o funcionamento da máfia das funerárias teriam acontecido na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e no antigo HPS. Conforme os depoimentos acessados com exclusividade pelo portal Gazetaweb, o acordo previa que a unidade de saúde fornecesse tíquetes para café, almoço e jantar dos agentes funerários que estivessem de plantão no necrotério do hospital. Em contrapartida, conforme as oitivas, as funerárias realizariam um serviço ?humanitário?, cedendo caixões sem nenhum custo sempre que houvesse um óbito de algum indigente. ?Todos os diretores e administradores que assumiam o Hospital Geral do Estado ficavam sabendo da existência desse acordo, inclusive até a data de hoje são liberados os tíquetes, que atualmente são fornecidos pelo fiscal de Supervisão, autorizado pela direção do hospital?, diz o depoente. O Ministério Público Estadual ainda não confirma se o político será investigado, mas o promotor Flávio Gomes da Costa afirma que o órgão vai aguardar que o advogado de defesa encaminhe à Deic um ofício solicitando o aprofundamento das investigações para tomar algum posicionamento a respeito.

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