Polícia
Dire��o do HGE diz que n�o compactua com esquema
As denúncias que resultaram na operação foram feitas ao MPE por funcionários do próprio HGE. E os promotores requisitaram da Polícia Civil a instauração de um inquérito, que foi aberto na última quarta-feira e deverá ser concluído em até dez dias. ?Começamos a investigação após uma requisição do MP. No HGE, encontrei pessoas fardadas que faziam esse serviço. Primeiro, elas disseram que seriam servidores, mas depois acabaram confessando que eram autônomos que realizavam esses serviços para as funerárias?, revelou o delegado Manoel Acácio Júnior, que coordenou a operação. A diretora do HGE foi ouvida ontem e disse que não há um controle dentro do hospital sobre os uniformes. ?Provavelmente, pessoas do hospital estão ligadas a isso e poderiam ter algum ganho com o esquema. Alguns nomes foram citados nas oitivas e vamos investigá-los?, explicou o Manoel Acácio Júnior, durante entrevista coletiva concedida na manhã de ontem. Já o delegado Ronilson disse ainda que o esquema era vantajoso para a direção do HGE, porque essas pessoas cumpriam o papel que deveria ser desempenhado pelos funcionários. E também porque, em alguns casos, as funerárias davam caixões para as famílias mais humildes. ?Se alguém do HGE tiver participação, vou indiciar e essa pessoa vai responder pelo crime?, destaca Acácio. Vale lembrar que, em setembro último, foi publicada uma portaria, assinada em conjunto pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), para implantar o fluxo de cadáver. O prazo era de 60 dias, mas ainda não foi implementado. Após a entrevista coletiva concedida pelos delegados Ronilson Medeiros e Manoel Acácio, a Sesau e a direção da unidade emitiram uma nota de esclarecimento, afirmando que a atual gestão ?não compactua com qualquer tipo de esquema e que vai ajudar a polícia a esclarecer qualquer dúvida?.