Polícia
Pol�cia investiga extra��o ilegal de areia no interior
A extração profissional de areia do leito do Rio Paraíba, em Viçosa e Paulo Jacinto, virou caso de polícia depois do incêndio de uma draga e chegou à cúpula da Secretaria de Defesa Social (SDS), que designou o delegado Carlos Alberto Rocha Fernandes Reis para investigar a denúncia de que o mineral estaria sendo coletado daquele rio por meio de procedimentos ilegais. Construção de barragens, ocupação irregular de áreas de terceiros, utilização de tratores e caçambas dentro do leito do rio, na zona rural de Paulo Jacinto, além da destruição da mata ciliar e da abertura de estradas de acesso ao manancial, seriam algumas das ilegalidades praticadas, apontou Miguel Barbosa de Figueiredo, em depoimento prestado à Delegacia-Geral da Polícia Civil, na capital. A suposta extração fora dos padrões estaria sendo praticada pela empresa do senhor Baltazar Teixeira Cavalcante Filho, que tem registro de licença (nº 2/2015) no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para extrair, até abril de 2017, o mineral do Rio Paraíba, entre Viçosa e Paulo Jacinto. ?Trabalhamos dentro da legalidade. Tenho autorizações do DNPM e do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para extrair areia na região. Estão me acusando injustamente?, explicou à Gazeta o empresário Baltazar Teixeira Cavalcante. A licença ambiental nº 19/2015, e expedida pelo diretor Gustavo Ressurreição Lopes, diretor do Instituto do Meio Ambiente (IMA), daria autorização para exploração apenas em área de 34 hectares da Fazenda Santa Quitéria, em Viçosa.