Polícia
Incra cobra investiga��o de assassinato
Maragogi ? O ouvidor agrário da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, Marcos Bezerra, remeteu ofícios a instituições nacionais e estaduais pedindo apoio e cobrando celeridade na apuração do assassinato do líder sem terra Edmilson Alves da Silva, 35 anos, ocorrido na sexta-feira da semana passada, em Japaratinga. Presidente do Assentamento Irmã Daniela, neste município, ele foi sepultado no último sábado, no Cemitério Santa Luzia, em Porto Calvo, a 100 km de Maceió. ?Esperamos que o caso seja elucidado, com rigor e celeridade. Ficou evidente que o crime foi de execução. Ninguém efetua seis disparos de arma de fogo contra alguém para lhe roubar uma bolsa. Cinco dos tiros foram na cabeça e um, de raspão?, revelou o ouvidor agrário do Incra, que, esta semana, retorna ao Assentamento Irmã Daniela para conversar com as famílias dos agricultores, que estão assustadas com o clima de violência. Marcos Bezerra despachou ofícios à Ouvidoria Agrária Nacional, à Secretaria de Segurança Pública (SSP), à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB/AL), à Defensoria Pública Agrária e ao Comitê Estadual de Mediação de Conflitos Agrários. ?Solicitamos que seja realizada uma reunião de urgência para discutirmos o assunto?, disse Bezerra, ao se referir ao Comitê de Conflitos Agrários. A superintendente regional do Incra, Lenilda Lima, compareceu ao velório e ao sepultamento do líder regional do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST). Ela cobrou rigor na apuração do crime e revelou que a comunidade rural vive em um clima de ?intranquilidade? depois da morte de sua principal liderança. ?É preciso uma resposta rápida das autoridades policiais para a elucidação desse crime, que, ao que tudo indica, envolve questões agrárias, a disputa por terra, algo forte em Alagoas. Precisamos devolver a tranquilidade àquelas famílias?, afirmou Lenilda.