Polícia
PF investiga trabalho escravo
Oito crimes envolvendo trabalho escravo são investigados pela Polícia Federal em Alagoas. Cada um dos processos envolve, em média, de 20 a 50 pessoas entre homens, menores de idade e índios. Esses foram os dados apresentados, ontem, pelo superintendente-adjunto da Polícia Federal em Alagoas, André Costa, que convocou a imprensa para alertar sobre a situação e lembrar do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil, comemorado hoje. ?Hoje, no Brasil, não tem a forma de escravidão como era em 1888. Não vai ter a situação da pessoa que é colocada como escravo, que não recebe salário, que pode ser trancafiada ou tratada como objeto. Não é bem assim. Mas, condutas, como prevê o Código Penal, de colocar o trabalhador em condições degradantes de trabalho, de reter seus documentos pelo empregador para que ele não possa se deslocar, sair. Ele não é trancafiado no local, mas como ele vai sair, viajar, pegar um ônibus se não tem documento algum com ele? Por vezes, são colocadas pessoas para vigiar o trabalhador, para fiscalizar se ele tenta sair?. A alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil fez policiais federais de todos os estados da Confederação relembrarem os 12 anos da chacina de Unaí, em Minas Gerais, quando quatro auditores fiscais do trabalho foram executados, sob emboscada, em razão do exercício de suas funções na investigação e no combate ao trabalho escravo.