Polícia
Apenas uma unidade possui bloqueador
Se por um lado a corrupção facilita a entrada de aparelhos telefônicos no sistema prisional, por outro, a omissão do Estado faz com que a prática ilegal se perpetue. Das oito unidades administradas pela Secretaria de Ressocialização, apenas o Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, tem bloqueador de sinal de celular. ?Há um processo na PGE [Procuradoria Geral do Estado] que prevê a contratação do serviço de bloqueador de sinal, mas nós estamos aguardando autorização para fazer a licitação. Atualmente, só o Presídio do Agreste conta com o sistema. É o mesmo usado em presídios do Rio de Janeiro, com a eficácia comprovada?, explica o chefe da sessão Especial de Gestão Penitenciária, tenente-coronel Marcos Lima. De acordo com ele, o Estado investe em mecanismos para dificultar a entrada dos aparelhos pelos parentes dos detentos e apura as suspeitas de corrupção de agentes públicos. No entanto, segundo Marcos Lima, o volume de denúncias contra servidores é considerado baixo. ?Não podemos descartar que há a possibilidade corrupção. As denúncias que chegam são apuradas, através da Corregedoria, com direito a contraditório e ampla defesa. Mas a maior parte dos celulares é flagrada com as famílias?, acrescenta.