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Juiz atribui problema � corrup��o ‘pura e simples’

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Para o juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, as modalidades que contam com a participação de servidores são as grandes responsáveis pela entrada de celulares nos presídios. Segundo ele, o aprimoramento das formas de revista inviabiliza a tese de que os aparelhos são entregues por parentes de detentos. ?Não se pode negar que a família do preso tenta driblar a fiscalização, mas é lógico que existe a conivência de agentes públicos. Não posso generalizar. Não são todos os agentes, mas alguns poucos. Essa é uma categoria importante para o sistema prisional. No entanto, é inegável que existe corrupção. Os celulares entram nos presídios por corrupção pura e simples?, garante o magistrado. Conforme o magistrado, os agentes corruptos atuam em duas frentes: entregam aparelhos para reeducandos que trabalham nos arredores do presídio e facilitam a entrada deles no sistema prisional com uma revista superficial, ou passam os celulares diretamente aos detentos durante os plantões, cobrando, para isso, valores que variam entre R$ 800 e R$ 1.000. ?Infelizmente, há alguns poucos que agem na base do quanto pior, melhor. São profissionais corruptos, que comumente estão insatisfeitos com a atividade, o que, no meu ponto de vista, não é justificativa. Quem estudou e passou em um concurso público sabia das condições salariais e de estrutura que encontraria no sistema prisional. Não é novidade para ninguém?, pondera Braga Neto.

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