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Pol�cia Civil instaura inqu�rito

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O delegado Ronilson Medeiros, chefe da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), acredita que vai conseguir definir as responsabilidades tanto no caso dos três bebês que morreram num período de 24 horas, no Hospital Universitário (HU), há cerca de 10 dias, quanto das gestantes que tiveram atendimento negado em hospitais e clínicas de Maceió, no domingo de carnaval. ?Será um trabalho demorado, mas não difícil?, disse ele, ontem, ao revelar que já solicitou do HU o número exato de óbitos, os nomes e endereços dos pais desses recém-nascidos. O delegado disse que essas informações devem ser encaminhadas ainda esta semana pela direção do Hospital Universitário e, se assim não ocorrer, volta a requisitá-las estabelecendo prazo para resposta. Na sequência das ações que adotou ao ser indicado delegado especial para essa apuração, Ronilson Medeiros disse que já começou a chamar diretores do Hospital do Açúcar e das maternidades Nossa Senhora da Guia, Santa Mônica e Nossa Senhora de Fátima, onde três gestantes afirmam que foram recusadas. ALERTA DO MP ?Não sei exatamente quantas mulheres prestaram queixa na Central de Flagrantes, mas todas serão ouvidas. Ainda esta semana começam as oitivas?, informou o chefe da Deic. Ele foi indicado para a investigação depois que o Ministério Público solicitou oficialmente o esclarecimento desses fatos. O MP alertou os secretários de Saúde Rozangela Wyszomirska (Estado) e José Thomaz Nonô (Maceió) sobre decisão, de 2013, que obriga Estado e município a garantirem atendimento às parturientes e aos recém-nascidos. A decisão é fruto de ação civil pública impetrada pelo MP no Juízo da 16ª Vara da Fazenda Pública Estadual, que determinou a garantia de assistência às gestantes em até 48h.

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