Polícia
Presos se rebelam na Cust�dia
Após um princípio de rebelião, registrado na noite da última segunda-feira, na Casa de Custódia II, no bairro do Jacintinho, em Maceió, o juiz da 16ª Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, determinou, ontem, a transferência de 20 presos do local para os presídios, aliviando o excedente do espaço. O magistrado ainda fez um chamamento aos diretores da Polícia Civil para uma reunião, hoje, às 10h, na sala do Juízo, no campus A.C. Simões, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com o intuito de chegar a um entendimento para resolver definitivamente a questão da superlotação. A Justiça pretende, neste encontro, cobrar do governo do Estado a construção das Casas de Custódia Regionais. Braga Neto lembrou que R$ 15 milhões provenientes do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) foram disponibilizados à Segurança Pública para a criação dessas unidades em diversas áreas. O objetivo é interiorizar o serviço de custódia de presos até que surjam as vagas no sistema prisional. Foram chamados para a reunião o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, e os coordenadores das Centrais de Flagrantes da capital. Eles vão debater a melhor estratégia para resolver ou amenizar a dificuldade que é abrigar presos provisórios na capital. O último fim de semana foi bastante movimentado pelas polícias e várias pessoas foram presas durante operações, sendo levadas para as Centrais de Flagrantes da capital. Todas foram ouvidas e, depois, como de praxe, tiveram de ser transferidas. A Casa de Custódia, que tem a capacidade para abrigar até 45 presos, estava com 87 na segunda-feira. Espremidos, os detentos se revoltaram, começaram a bater nas grades das celas e ameaçaram danificá-las. Eles reclamaram das más condições de higiene a que estavam submetidos e da falta de espaço. Os agentes que estavam no serviço acionaram a polícia, e integrantes do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) foram mobilizados e evitaram a rebelião. O clima ontem já era mais tranquilo, apesar de as reclamações permanecerem entre os presos.