Polícia
Morte de m�e e filha � investigada
Foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério Parque das Flores, situado no bairro Tabuleiro do Martins, o corpo da servidora aposentada Cristiane Alves da Silva, de 46 anos. Ela não resistiu ao ferimento causado pelo projétil de arma de fogo e morreu na noite do último domingo, em um hospital privado situado em Maceió. A morte foi constatada um dia após supostamente tirar a vida, com um único tiro, da sua filha Débora Louise Alves Cordeiro, de 12 anos, na madrugada do último sábado, dentro de sua residência, situada no Conjunto Rapa Nui, bairro Farol. Informações dão conta de que, na madrugada de sábado, por volta das 4h40, Cristiane teria deflagrado um tiro de arma de fogo contra Débora e tentado suicídio logo em seguida. A menor chegou a ser levada por familiares para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas chegou sem vida ao local. Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu Cristiane, que foi levada para um hospital particular, onde veio a óbito. Conforme uma fonte da Polícia Civil, a mãe e a filha dormiam no mesmo quarto e a avó em outro cômodo da casa. A mãe de Cristiane, que não teve o nome revelado, pediu socorro aos vizinhos, após constatar a tragédia. De acordo com a polícia, o corpo de Débora foi encontrado na cama ao lado do de sua mãe. A arma estava no meio das duas. Em uma carta escrita de próprio punho, Cristiane falou sobre a motivação da morte da filha e de seu suicídio. Nela, a aposentada diz que ?a filha ia para o céu?, que ela tinha adquirido muitas dívidas e agradecia a ajuda de um amigo advogado pela aquisição da arma de fogo. Telefones de parentes também constavam na carta, caso algo desse errado. Tanto a arma de fogo usada por Cristiane quanto a carta assinada por ela estão no Instituto de Criminalística (IC) para análise. O clima é de espanto e comoção entre os vizinhos, que alegam que Cristiane era extremamente apaixonada pela filha. Durante os últimos três anos, Cristiane, que era analista judiciária do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas (TRT/AL), lutou contra a depressão. Em novembro do ano passado, após passar dois anos afastada por problemas de saúde, Cristiane foi aposentada por invalidez pelo órgão federal. ?Está todo mundo chocado no TRT?, afirmou a assessoria de comunicação do órgão, na manhã de ontem.